é lá que tenho outra familia, nao, familias, muitas, muitos amigos, muitas paixoes, muita saudade. outra vida, interrompida mal tinha começado, outro pai, outra mae, tantos amores. no ultimo dia, antes da partida, mergulhei debaixo da cachoeira para congelar aqueles dias. e assim ficaram, bem guardados e a salvo do tempo. dizem para nao voltar, que se quebra o encanto. mas um filho sempre a casa retorna.
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segunda-feira, dezembro 18, 2006
Congonhas
é lá que tenho outra familia, nao, familias, muitas, muitos amigos, muitas paixoes, muita saudade. outra vida, interrompida mal tinha começado, outro pai, outra mae, tantos amores. no ultimo dia, antes da partida, mergulhei debaixo da cachoeira para congelar aqueles dias. e assim ficaram, bem guardados e a salvo do tempo. dizem para nao voltar, que se quebra o encanto. mas um filho sempre a casa retorna.
segunda-feira, julho 03, 2006
Puberdade!!!
Heróis

Epá, o rambo, no seu jeito troglodita e justiceiro, era um bom heroi (OK, não escrevi isto). O meu irmao tambem acho que era um exemplo para mim, acho que no fundo queria crescer para ser como ele (tb tinha boas notas). Que inveja eu tive quando ele partiu o braço... Mas foi sempre um irmao muito distante (6 anos mais velho...), misterioso (construia piramides) e reservado (quase não falavamos), e certamente não me achava piada nenhuma, o que me fazia sentir um impecilho... Mas eu admirava-o muito... O olhar forte, embora por vezes triste... A rebeldia (chegou a fugir de casa)... A inteligencia e os amigos, a utopia (queria ser astronauta)...
No dia 9 de Maio de 1986 desencarnou, sem esperança num mundo demasiado severo para os sonhadores...
O mundo (interior e exterior) transformou-se num lugar estranho, (ainda mais) distante, com baloes coloridos mas sem festa...
Religião

Catequese... Enfim, não gostava lá muito daquilo, em especial da fantochada das comunhoes e afins, e aquelas historias fantasiadas deixavam-me no minimo bastante de pé atras... Alias, quase que morri lá por duas vezes... Mas como sempre la ia alinhando e dando o meu melhor... Mas acho que apesar de me marcar a vida de cristo, de sofrimento e dedicação, e talvez por isso mesmo, o contraste com a realidade, criava uma grande barreira... Ok, confesso, estava mais virado para as miudas mais velhas...
Pais

Pai muito distante, dedicado ao trabalho, exigente comigo de uma forma subtil mas poderosa (talvez por isso as boas notas?). A mae muito protectora... capaz de muito (demasiado) mimo*, muito proxima à irmã (ciumes!!!)... Em geral, relação muito boa, e sim, eram uma referencia positiva.
*"já não tenho mais bébés. E tu o mais pequenino embora já homenzinho nos teus belos 14 anos vais ficar sempre para mim a eterna criancinha, a recordação + bela que eu guardo no coração". Lembra algum post?
Mais escola

Na primaria, 4 anos, 4 professoras... A primeira era um velhinha simpatica - d. mimi (acho que lhe provocamos um ataque cardiaco por isso deixou de dar aulas). As outras professoras eram mais novas mas penso que não me marcaram muito... Ainda assim dei-me bem com a josefina maravalhas (3ª classe; ver foto) com quem cheguei a trocar alguma cartas ("olá sabichão!")... Elas gostavam de mim (afinal era um dos bons alunos e bom menino), mas acho que não me marcaram muito...
Valores incutidos

Avó tim-tim? Talvez a serenidade... Mae? Talvez a força e a determinação, o inconformismo... Pai? Talvez a honestidade e o rigor... Paulo? Talvez o sonho, a inquietação... Na escola descobri os valores da amizade, do companheirismo, do respeito, descobri o gosto pela diferença e pelo colorido, a força da uniao...
E por falar nisso... Um dia destes tenho que descobrir por onde anda a zulmira, a minha primeira namorada (platonica), na primeira classe, bem acompanhada por uma irma (Olga), que me suprimia os meus desejos por mulheres mais velhas (eh, eh)...
Conseguem adivinhar quem é quem na foto? se quiseres eu dou uma ajuda...
Ritmos

Há um ritmo diario, de ir para a escola, rua fora, apanhando colegas pelo caminho, e de regresso ao final da tarde, com passagem pelo ribeiro ou pelos desatalhos possiveis...
Mas acima de tudo o ritmo do verao... Chegadas as ferias GRANDES o empacotar tudo e mais alguma coisa no carro e rumar a Mindelo para passar o verao, metido na praia (ver foto) e no canavial, nas pocinhas ou nas tendas... Ai o vizinho e amigo era o nuno, com o desiquilibrio invertido (um ou dois anos mais velho) e por isso sempre a perder no "confronto" do muro que nos separava, agora transformado em rede de tenis. Em setembro, era o regresso, ainda a tempo das festas do santantoninho...
E de certa maneira, o ritmo das termas, em que o pai desaparece e se transforma em postais de caldelas ou vidago, com historias de grilos e paisagens rurais... De descansos bucolicos e muitas saudades...
Também dos passeios ao fim-de-semana, a rates ou de visita a terras portuguesas (portugal dos pequenitos, geres, rota dos santuarios, lisboa/belem, nazaré...) ... Picnics e subidas a montes...
E claro, o ritmo da visita da avó tim-tim, de santa catarina a são mamede no "7", duas vezes por semana, descendo a rua que vem da ponte, ao longe após os campos, espiada da janela do quarto...
E naturalmente, das estações... Das folhas douradas e vermelhas, dos diospiros, do frio e da chuva, do verde e das flores, das abelhas e das formigas...
Desporto

Nunca fui grande desportista, embora gostasse de correr (ao apanha e isso). No futebol sempre uma nodoa negra, muitas vezes provocada a mim proprio. A minha irma era mais atleta... Andou no voleibol da Academica o que sempre invejei (ver foto)... Aqueles atletas todos com bom aspecto, especialmente as miudas mais velhas, eram uma perdição causando suspiros do outro lado da rede... Um dia, bem mais tarde, tentando apanhar o tempo perdido, voltei lá e perguntei se podia ser integrado... Sugeriram-me um desporto individual, tipo bicicleta ou tenis, e mandaram-me recambiado...
Jogos

Continuo uma criança muito isolada, por isso grande parte dos jogos são lonely... Desde o monopólio aos legos... Gosto especialmente dos legos, de construir grandes naves espaciais ou carros fantásticos todos tunning...
Na escola jogo à malha, onde já era muito competitivo, tentando ser o melhor mas sem propriamente conseguir... Mas ainda assim começo com um ou dois cromos (a moeda da altura) e acabo com uns valentes maços... Ou à sameira com a sua rodela de laranja...
Em casa também vou equilibrando carrinhos ao longo da "pista" que é o muro que me separa do filipe (na foto), o meu vizinho uns anos mais novo, que é uma das poucas amizades, desiquilibrada pela diferença de idade (desculpa-me aquele susto com a história dos fantasmas!)
Gosto tambem de fazer miniaturas... De cozinhas, de cenários com boas recordações (piscinas de Vidago), comboinhos ou bonecos... Com caixas de fosforos, rolhas, alfinetes e rolos de linhas arranjados pela minha avó...
O quintal e os anexos são o local priviligiado...
Análise Biográfica - 2.º septénio
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
My Inner Wilderness

Inside me there is Wilderness
Feeding intensively in my heart
Twisted wild in my chest.
I have found it in Amazonia
I have shared it in Caledonian Forest.
In this wilderness I am at home
I can be myself.
Inside me there is a Garden
It grows in my mind.
I use it in my work
Intentionally growing what I need.
My permanent relationships and culture are there
And I am trying to mimic nature.
My garden got wild in Findhorn.
I also have Farms
They are the place for community.
I don’t want to be a farmer
But there I also feel at home.
I can’t live without them
They nourish my will
But sometimes make me starve.
There is a wide Ocean connecting every place inside me
Linking every continent outside.
Diluting, absorbing and reshaping boundaries
Creating and playing with sand
Breaking down even the strongest feelings.
It is a place of stillness
Of deep immersion in my soul.
My place of arousing is the Mountains
I love climbing to the top.
And to stay there
Empowered and strong
Believing everything is possible
Even flying.
There I meet Joy.
Above is the infinite Sky
From where I came
To where I will return.
There lives my spirit
Blended in cosmic Love.
It is a magic and unimaginable place
Where Angels meet.
I am just a big strong Rock
With silent patience
Looking at the world and feeling the wind.
There are some trees and moss growing in me
I try to help and give a much as I can
I open fractures to take their roots to the soil.
I am alive. I am dreaming of becoming a beautiful sculpture in your hands.
Pedro Macedo, Findhorn 2002
domingo, janeiro 22, 2006
Num dia de Verão do ano de 1798, numa floresta francesa, foi encontrado um menino selvagem... os relatos dos esforços do professor Itard para o aculturar foram brilhantemente "narrados" por François Truffaut no seu famoso filme.
Curiosamente a fotografia abaixo (esquerda) é de 1978...

E assim termino a análise biográfica do primeiro septénio da minha vida, com uma fotografia tirada um ano mais tarde, no primeiro dia de escola.
Curiosamente a fotografia abaixo (esquerda) é de 1978...

E assim termino a análise biográfica do primeiro septénio da minha vida, com uma fotografia tirada um ano mais tarde, no primeiro dia de escola.
O gosto por trepar
sábado, janeiro 21, 2006
Segunda confissão
Lembram-se de vos contar como me sentia pequenino, no meio de todos aqueles miúdos mais velhos?
Pois bem, isso tem as suas consequências... vão ter que descobrir quais porque não digo. Apenas conto que havia uma familia que costumava encontrar-se connosco em Mindelo, os Magalhães, de Santo Tirso penso eu... eram das poucas pessoas que iam lá a casa... e mesmo assim muito raramente.
Pois bem, era suposto apaixonar-me pela Carla da foto abaixo, que tinha a minha idade.

MAs a Carla tinha uma irmã mais velha, a Isabel... adivinhem o que aconteceu com este meu coração habituado a partilhar emoções com gente maior? Pois... o meu irmão é que não gostava nada disto... abaixo, duas fotos comprometedoras...

Pois bem, isso tem as suas consequências... vão ter que descobrir quais porque não digo. Apenas conto que havia uma familia que costumava encontrar-se connosco em Mindelo, os Magalhães, de Santo Tirso penso eu... eram das poucas pessoas que iam lá a casa... e mesmo assim muito raramente.
Pois bem, era suposto apaixonar-me pela Carla da foto abaixo, que tinha a minha idade.

MAs a Carla tinha uma irmã mais velha, a Isabel... adivinhem o que aconteceu com este meu coração habituado a partilhar emoções com gente maior? Pois... o meu irmão é que não gostava nada disto... abaixo, duas fotos comprometedoras...

sexta-feira, janeiro 20, 2006
Primeira confissão
OK, vou avançando nas minhas memórias e começo a chegar a alguns factos inconfessáveis... o primeiro é que já estive ligado ao negócio da construção e da extracção de areias... nem acreditam, não é? todos nós temos o nosso passado negro...
Vejam aqui a prova.
Vejam aqui a prova.
terça-feira, janeiro 17, 2006
Rates
Bem, chegamos a uma parte importante, que representa 50% dos meus genes, provenientes de S. Pedro de Rates, Póvoa de Varzim.
Começo por apresentar os meus avós paternos...

Aqui estavam fora de contexto... o ambiente deles era mesmo a aldeia... onde eu descobri os encantos da ruralidade, a espiar as galinhas ou o fundo dos poços, a desenhar com os xistos coloridos ou jogar à malha, a impressionar-me com as galinhas a serem degoladas ou os coelhinhos amorosos... deslumbrado com as teias de aranhas gigantescas e os ninhos de andorinhas. E as uvas americanas, ai as uvas americanas...

Nem sempre herói...

... mas definitivamente encantado por este mundo simultaneamente rude e acolhedor.
Começo por apresentar os meus avós paternos...

Aqui estavam fora de contexto... o ambiente deles era mesmo a aldeia... onde eu descobri os encantos da ruralidade, a espiar as galinhas ou o fundo dos poços, a desenhar com os xistos coloridos ou jogar à malha, a impressionar-me com as galinhas a serem degoladas ou os coelhinhos amorosos... deslumbrado com as teias de aranhas gigantescas e os ninhos de andorinhas. E as uvas americanas, ai as uvas americanas...

Nem sempre herói...

... mas definitivamente encantado por este mundo simultaneamente rude e acolhedor.
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biografia,
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póvoa de varzim
segunda-feira, janeiro 16, 2006
O quintal
O meu primeiro septénio
Para quem já não se lembra, estou a fazer a minha análise biográfica. Por isso, antes de partir para o período 8-14, deixa-me cá fechar algumas coisas...
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