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domingo, outubro 29, 2006

Oceanos


Em Novembro de 1994 fui participar na “2ª Conferência Internacional de Oceanografia «Para um Desenvolvimento Sustentável dos Oceanos e Zonas Costeiras»” no Centro Cultural de Belém. Nessa altura arrancava a grande mobilização para os Oceanos, impulsionada pelo Mário Ruivo, que culminaria na Expo'98 e no Ano Internacional dos Oceanos. Culminaria e infelizmente terminaria de forma abrupta, perdendo-se todo o grande potencial que a Expo'98 poderia ter representado. Para mim foi o acordar para o tema e para os grandes movimentos internacionais.
Só agora, quase 10 anos depois da Expo'98, se volta a falar "seriamente" nos Oceanos como aposta para Portugal, enquanto factor de diferenciação e desenvolvimento, com a Proposta de Estratégia Nacional para o Mar.
Será apenas mais uma para a colecção? Infelizmente é provável (uma outra estratégia tinha sido apresentada em 2004). Portugal é sem dúvida campeão mundial das estratégias e planos... por cumprir. O Ricardo Magalhães, vice-presidente da CCDR-N, bem que alerta: o Inferno tem um lugarzinho especial para quem tem feito estes planos todos.
Aliás, logo no preâmbulo, muitas destas estratégias são listadas: "A Estratégia Nacional para o Mar tem de ser enquadrada com as restantes estratégias,
políticas e programas nacionais, nomeadamente: a Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável, a Estratégia de Lisboa, o Plano Tecnológico, a Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, o Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território, a Estratégia de Gestão Integrada da Zona Costeira, os Planos de Ordenamento da Orla Costeira, o Livro Branco «Política Marítimo-Portuária Rumo ao Século XXI» e as «Orientações Estratégicas para o Sector Marítimo-Portuário», o Plano Estratégico Nacional de Turismo, o Programa Nacional de Turismo de Natureza, a Estratégia Nacional para a Energia, o Programa Nacional de Desporto para Todos e o Plano Estratégico Nacional das Pescas." Ufa...
Da análise da Estratégia (superficial) conclui-se que é fundamentalmente uma "Estratégia de Publicidade" e não uma real estratégia de intervenção, já que no essencial propõe-se "promover" o mar, no país e no estrangeiro, e não enfrentar os graves problemas que existem, nomeadamente os relacionados com as alterações climáticas, o declínio dos recursos pesqueiros ou a poluição, desafios que continuam sem resposta. Para além disso a articulação com os temas costeiros é frágil, predominando a tendência fragmentária e reducionista e não a imprescindível visão integradora.
A acompanhar: este tema passa a ser, juntamente com o "aquecimento global" e os assuntos de Mindelo e Vila do Conde, mais um em destaque no meu blog.

quinta-feira, agosto 24, 2006

CMVC versus CMVC



A Câmara Municipal de Viana do Castelo decidiu investir no litoral. O vereador José Maria Costa enviou-me um fantástico livro (e brochuras) recentemente editado sobre a costa.

Curiosamente na reunião da comissão de acompanhamento da revisao do POOC estava sentado ao lado do representante da CM Vila do Conde, Costa Rei. Aproveitou a "deixa" de eu ter falado na Reserva Ornitológica de Mindelo e disse que Viana, juntamente com as câmaras vizinhas, pretende criar também uma área protegida no litoral.

Reacção bastante diferente teve o representante de Vila do Conde. Não só nunca se pronunciou sobre a ROM (apesar do discurso público de apoio, "para inglês ver") como se limitou a apresentar uma proposta para tentar "silenciar" os amigos do mindelo.

Elucidativo...

PS. a proposito, ambas sao do partido socialista... mas basta consultar o site para ver as diferenças (saneamento, revisão do PDM...)

quinta-feira, agosto 10, 2006

Banho com salmonelas na Póvoa de Varzim



No JN de hoje...

Relativamente à praia de Árvore em Vila do Conde, igualmente interditada, e após denunciar a falta de afixação das análises e a indiferença do nadador-salvador, recebi esta pronta resposta do capitão do porto:

"Relativamente ao que me relata, dou-lhe conhecimento que a praia da árvore está interdita pela Delegação Regional de Saúde. Nestas circunstâncias, não deverão ser colocados quaisquer resultados de análises até ser levantada essa interdição.

O nadador salvador deverá mandar sair da água todos os banhistas e solicitar a presença da Policia Marítima para quem não cumprir a sua ordem.

No entanto, penso que por ser uma situação nova e contrária à vontade dos banhistas, a atitude do nadador salvador está a ir no sentido do diálogo em vez da repressão imediata.

Com os melhores cumprimentos,

O Capitão do Porto
Carrondo Dias
CTEN"

Caso curioso... a praia é interditada, logo a importância de se conhecerem as análises, que continuam a ser efectuadas, aumenta... mas acontece o contrário: não se afixam análises e elas desaparecem da internet... não me parece que faça muito sentido...