sábado, outubro 15, 2005

Irmandade




Bem, vamos a alguns dados biográficos:

Pedro Adélio Costa Macedo
Nascido a 05-05-1973, pelas 23h, no quarto n.º 208 da Ordem da Trindade
Pesava 3,2kg e media 53cm (com 21 dias)
(na fotografia acima com 1 ano e 4 meses)

irmão de (na imagem):
Paulo Adélio Costa Macedo
Nascido a 22-02-1967
Paula Clara Costa Macedo
Nascida a 25-09-1970

filho de:
Adélio de Oliveira Macedo
Nascido a 15-03-1939, em S. Pedro de Rates (Póvoa de Varzim)
Maria Clara de Sequeira e Costa de Oliveira Macedo
Nascida a 01-10-1942, no Porto

que me conceberam no dia 13-8-72, segundo reza a lenda, na Serra da Estrela: "Senti o céu se abrir, os sinos tocar, a vida começar!"

sexta-feira, outubro 14, 2005

Micro e macro




Mas é na água que se faziam as verdadeiras descobertas (hoje, como sempre, o frio desperta para a vida), mais precisamente nas "pocinhas"...

(micro mundo vivo)
(mar imenso)






Sozinho é que se está bem?

Partida à descoberta



Sempre determinado, sempre cauteloso... com a certeza de que no meio do deserto branco haveria sempre de encontrar alguma coisa para brincar...

E finalmente o mundo...




Nascido no Porto por circustância, com morada em S. Mamede de Infesta (Matosinhos), foi na casa de férias no Mindelo que comecei a descobrir o mundo...

Análise Biográfica - Primeiras sensações



E pronto... estou cá fora (e o meu pai nem desmaiou nem nada). A relação com a minha mãe ficou logo definida para toda a vida... apertos e mais apertos... excesso de zelo e mimo... (mãe, não me estou a queixar! afinal, mãe é mãe...). Como poderia eu conseguir/querer fugir a estes (a)braços tão fortes?

Análise Biográfica - Ainda na barriga



OK, esta não é ainda uma memória minha... ou será que sim? Mas comecemos pelo início. Neste momento estou na barriga da minha mãe... ao lado do meu irmão Paulo, 6 anos mais velho do que eu. A minha irmã Paula, três anos mais velha, será apresentada em breve... (alguns comentários ficam reservados para a minha mentora, sorry... isto afinal é a internet, né?? mas se me pagarem um copo...)

Análise Biográfica - prólogo

Ao som do jazz de Diana Krall, dou o primeiro passo de uma longa caminhada chamada "análise biográfica". Irei reviver todas as minhas memórias, desde o primeiro dia... estás convidado(a) a acompanhar o processo... não é que eu veja muito interesse, para além do meu próprio (ficar a conhecer-me melhor) e o da minha mentora da análise, que me está a usar como cobaia dos seus conhecimentos recém adquiridos (cá vai Fátima, estás pronta?).

Bicicletada (quase) noctuna






Praia de Mindelo ao cair da noite, acompanhando os primeiros sinais do Outono...

Castanhas assadas ao Sol



Devo dizer que mesmo eu, um ambientalista convicto, fiquei deveras surpreendido! Acabei de assar castanhas no forno solar e ficaram particularmente deliciosas (tenho testemunhas).

Colocado o forno ao sol, foi só esperar 2 horas. Ficaram exactamente como que assadas no forno (com casca estaladiça e saborosas) com a única diferença que não gastei nenhuma energia. Bem, se o pessoal da EDP for todo à vida com a gripe das aves, graças aos castanheiros das redondezas e já que sol não falta, não morrerei à fome!!!

segunda-feira, outubro 10, 2005

E para o Grande Porto...



Analisando os resultados dos candidatos vencedores (basicamente não houve mudanças...) verifica-se uma queda muito significativa do Fernando Melo e do Macedo Vieira, bem como do Guilherme Pinto (face ao Narciso Miranda) e uma subida do Rui Rio. Apesar de uma pequena descida, o Valentim Loureiro é agora o grande campeão. Todos irão governar com maioria absoluta...

E para Mindelo...

Na eleição para a Junta (a cores) e esquecendo desta vez a abstenção... a queda muito significativa da coligação PSD/CDS deve-se obviamente em grande parte ao PND, que surge como uma força partidária "de respeito"... mas a votação do PS ainda assim é superior à soma PND + PSD/CDS. O BE obtém uma votação superior à da CDU.
Nas colunas sem cores é indicada a votação em Mindelo para a Câmara Municipal... neste caso a maioria vai para o PSD/CDS. De facto o "efeito Cardoso" é muito significativo...

Os resultados como eles são em Vila do Conde

Vitória arrasadora para o PS, com subida face a 2001
Abstenção é a "segunda força partidária" mas com queda significativa
PSD/CDS mantém-se
CDU idem
BE duplica votação

domingo, outubro 09, 2005

E o vencedor é.....

Mindelo: Cardoso (PS)

programa vencedor

Câmara, em Mindelo: Santos Cruz (coligação PSD/CDS)

sábado, outubro 08, 2005

Previsões para as eleições

http://pam.home.sapo.pt/imagens/eleicoes.jpg

ATENÇÃO!!! Siga a ligação por sua própria conta e risco. Não nos responsabilizamos pela sua reflexão.

Pura futurologia matemática... não reflecte as minhas expectativas nem os meus desejos, apenas as minhas brincadeiras com os resultados das eleições desde 1997. Fiz umas contas e cheguei a este resultado... vamos a ver se fico longe da realidade ou se tenho carreira como bruxo. Não é baseado em inquéritos ou sondagens e definitivamente não é propaganda.
Fica aqui o desafio a outros bruxos da praça... apresentem as vossas previsões e vamos fazer apostas. Ganha quem tiver a menor soma dos valores absolutos das diferenças entre as previsões e a realidade, para os 4 partidos.

quinta-feira, outubro 06, 2005

Primeiro e último debate?


(texto escrito para o Terras do Ave a propósito do debate com os candidatos à Câmara)

As campanhas eleitorais são momentos ruidosos. Tão intensos que quase ocultaram três acontecimentos recentes verdadeiramente notáveis em termos ambientais na nossa região. Um foi a inauguração da nova Central de Compostagem da LIPOR. Grande parte do nosso lixo vai deixar de ser queimado para ser transformado em fertilizante. Pelo impacte que vai ter, e mesmo pela sua qualidade em termos tecnológicos e estéticos, está para o ambiente como a Casa da Música está para as artes. O segundo foi a inauguração da linha amarela do metro. Em menos de 15 minutos fui do pólo universitário até ao centro de Gaia, num veículo de luxo. Numa região onde tantos dramas diários estão relacionados com a travessia do Douro, merecia melhor destaque.
O terceiro acontecimento foi justamente o exercício notável de democracia traduzido no conjunto de debates organizados por 10 organizações não governamentais independentes com os candidatos às Câmaras de Marco de Canavezes, Matosinhos, Porto e Vila Nova de Gaia. O nosso Concelho fechou este ciclo no passado Sábado e posso dizer que foi o debate que correu melhor. Primeiro porque estavam presentes todos os candidatos, que assim deram provas de espírito democrático. Foi a única vez que se encontraram todos “ao vivo” para um debate construtivo de ideias e acho que o objectivo foi atingido. Em segundo lugar porque o público aderiu em peso e com grande civismo. Se tivesse pedido para se retirarem todos os ambientalistas activos e os militantes das várias candidaturas, ainda assim a sala continuaria cheia.
Foram duas horas em que especialistas colocaram questões sobre urbanismo, biodiversidade, agricultura ou cidadania. Não cabe aqui neste espaço tecer considerações sobre todas as respostas.
Não posso contudo deixar de falar sobre a Reserva Ornitológica de Mindelo, para esclarecer duas conclusões fundamentais do estudo realizado pela Universidade do Porto, por encomenda da Câmara Municipal. Quanto ao interesse da área, ficou provado que é mais do que local, regional ou nacional. É universal! Existem aqui espécies que não existem praticamente em mais local nenhum do mundo. Já para não falar do “carácter pioneiro” ou do “notável património de prática de educação ambiental e participação das populações”. Outro assunto é a questão da classificação da área e da melhor forma de a gerir. Aí o estudo é taxativo: “defende-se a criação de uma Área de Paisagem Protegida” (que legalmente implica um pedido de classificação por parte da Câmara) e considera-se fundamental que a sua gestão seja “assegurada pela administração local (em concreto, pela Câmara Municipal de Vila do Conde), em articulação com a administração central e com a Universidade do Porto”.
Chegou a hora de avançar. A entrega de um pedido de classificação para a ROM deverá ser a primeira acção a desempenhar pelo futuro presidente de Câmara. Para acabar de vez com o clima de indefinição que está a fomentar toda a política, literalmente de terra queimada, que está no terreno.
E para que daqui a quatro anos não optemos por projectar o filme deste debate (em que todos os candidatos defenderam a importância da área), em lugar de realizar um novo para discutir outros temas.
Uma última referência às questões do público. Não houve tempo para responder a todas, mas foram transcritas e enviadas para os candidatos. Se as respostas chegarem em tempo útil serão colocadas em http://www.amigosdomindelo.pt/, juntamente com os restantes elementos lá colocados sobre as propostas dos candidatos.
Está expresso na Constituição da República Portuguesa: o Estado de direito ambiental é um Estado democrático, que se constrói com o envolvimento e a participação dos cidadãos. No próximo dia 9 vote com consciência… ecológica.

domingo, outubro 02, 2005

A Praxe: Um Cancro no Seio da Universidade


Ora que belo texto encontrei no Terras do Ave. Parabéns ao Luis e ao Nuno. Vasculhei nos meus arquivos e encontrei este cartaz que andei em tempos a distribuir pela FEUP juntamente com uns amigos... belos tempos. Já agora fica a sugestão, assinem o manifesto.

Ordem dos Engenheiros



Se quiseres saber porque nao gosto da Ordem dos Engenheiros, segue este link. Sei lá, apeteceu-me pegar com eles... cambada de burocratas desagradáveis.

quarta-feira, setembro 28, 2005

free your mind

Flying away on a better skies
Lost in dynamites of heaven
Spring is in the air tonight
And in the lakes, between the paradise and the earth

Hard to forget we are all humans
And when we fly
In this burst of laughter

When we fell what we love
And love what we do
Nothing can stop us

When we can smile
As a giant rainbow
In the own sense of heaven

When a drop of rain is nothing
But a short moment in a child’s heart

When the skies around us
Are just reminders
Of our own God light presence

When we are truly connect with the One
At the top of the ocean
In the crust of a wave

So much at a heartbeat’s desire
And the truth of our own destiny
When we fell what we love
And love what we do
Nothing can stop us

Endless skies are way down destiny
Cluster of helping hands are all around us

The life is pounding to an own realm

Wishes are served on a silver plate
Dare to dream and get carried away
By the sound of your own inner magic

We will be there
The Gods of your presence
When you fell what you love
And love what you do

Because life is made for you to mould it
And love is a life to be lived
And love is a life to be lived

Endless skies are running in the night
Do you feel the magic?
We can alter the world
All is one

We are here to conquer whatever we want
Free your mind and we’ll have a beautiful night
Free your mind and we’ll have a beautiful night

terça-feira, setembro 27, 2005

Uma viagem feliz de metro, embora com fim azedo

Escola Superior de Biotecnologia, 14h30. Saio a pé em direcção à estação do metro do pólo universitário. Primeiro desafio, comprar bilhete. Safei-me porque estava uma menina simpática da empresa do metro junto à máquina e disse-me o mais difícil de descobrir para um caloiro: z2? z3? z4???
Nem 2 minutos de espera e lá entrei no metro. Com o caminho até à estação, mais bilhete, mais espera, são 14h45.
Depois de muito túnel, de repente estou na ponte D. Luis (UAU!!! como o Porto é lindo!) e às 15h00 já estou a sair em General Torres, mesmo em frente ao tribunal. Seguiram-se 15 minutos kafkianos, como só se podem ter num tribunal... mas isso é assunto para outro post. às 15h15 estou de regresso à paragem e às 15h18 apanho o metro. Menos de 15 minutos depois (15h30) já estou no pólo universitário.
Percorro a pé, no meio de nuvens de pó, o caminho até à ESB pela zona em obras. O meu estranho jeito de ser faz-me espreitar para o fundo das condutas em cimento que espreitam aqui e ali. No fundo, triste, corre a ribeira da Asprela, com um forte cheiro a esgoto... não se percebe a razão de a ter enterrado... nem se percebe porque não enterrar o metro nesta zona, já que ele faz o percurso da ponte D. Luis até aqui sempre por túnel...
Enfim, balanço económico: viagem custou 80 cêntimos (comprei andante e 2 viagens, o que deu 50+80*2=2,10). Como fiz tudo em menos de uma hora só paguei uma viagem... Ao chegar comprei garrafa de água por 1 euro. O litro de gasóleo está a 1,021 euros.
Dica final: porta de saída da ESB mais directa é a do fundo do parque de estacionamento... se estiver aberta! que não foi o caso... pelas obras é demasiado pó.
Em síntese: viagem rápida (demora-se 15 minutos da Asprela até à Câmara de Gaia), agradável e relativamente económica. Bem melhor do que ir de carro.

domingo, abril 03, 2005

Vaca barrosa foi apanhada após 4 semanas de fuga

2.º e último episódio desta saga única em terras de Vila do Conde



Finalmente foi apanhada a vaca barrosã que tinha fugido de Macieira da Maia no dia 23 de Janeiro. Depois de percorrer quase metade das freguesias do Concelho de Vila do Conde ( freguesias do lado sul do Ave ), algumas do Concelho de Matosinhos e ter posto um pé no Concelho da Maia, espraiou-se nas dunas do Mindelo, entre as praias desta freguesia e da vizinha Árvore, permitindo-nos trazer uma outra barrosã sua companheira para uma propriedade que cultivamos em pleno "Pinhal do Mindelo", a cerca de 6 km de casa. Esta propriedade com 3 ha de "boa" erva, tem também um silo de milho aberto onde duas vezes por semana nos deslocamos para trazer um reboque de silagem da qual também a "fugitiva" comia. Para nosso espanto um dia verificamos que havia "bosta" junto ao silo e este estava comido, com muitas pegadas de vaca ao pé.

Já com a companheira dela aí instalada há três dias vimo-la ao fim do dia ( cerca das 18 horas ) chegar, com o seu porte altivo, de uma enorme elegância, e uma esperteza invulgar. A propriedade tem a forma redonda e está cercada de pinheiros, eucaliptos, mimosas e outras árvores em toda a volta. Ao chegar a "fugitiva" corria até ao meio do campo e olhava em toda a
volta, certificando-se de que não havia ninguém que a incomodasse. Depois disso cheirava e lambia a sua colega por alguns minutos e começava a comer, quando tinha a barriga cheia ia-se embora, não sabemos onde dormia. Apenas sabíamos que de manhã, por volta das 6 a 7 horas voltava a ser vista nos campos junto à fábrica Simens.

Colocámo-lhe cercas, mas ela conseguiu saltá-las e já em "desespero de causa" quando apenas víamos o abate como solução para acabar com esta "novela real", o meu pai com a sua experiência de há muitos anos atrás apanhar os texugos que nos destruíam o milho, estudou os caminhos que ela trilhava e "armou um laço" com um cabo de aço pendurado numa mimosa por
onde ela entrava na referida propriedade, denominada "bouça d’areia" e apanhou-a pelos cornos nesse fim de tarde do dia 18 de Fevereiro de 2005.

Curioso foi apanhá-la na nossa propriedade a 6 kms de casa.

Constantino Silva