segunda-feira, julho 03, 2006

Pais



Pai muito distante, dedicado ao trabalho, exigente comigo de uma forma subtil mas poderosa (talvez por isso as boas notas?). A mae muito protectora... capaz de muito (demasiado) mimo*, muito proxima à irmã (ciumes!!!)... Em geral, relação muito boa, e sim, eram uma referencia positiva.

*"já não tenho mais bébés. E tu o mais pequenino embora já homenzinho nos teus belos 14 anos vais ficar sempre para mim a eterna criancinha, a recordação + bela que eu guardo no coração". Lembra algum post?

Mais escola

Eu com Josefina Maravalhas

Na primaria, 4 anos, 4 professoras... A primeira era um velhinha simpatica - d. mimi (acho que lhe provocamos um ataque cardiaco por isso deixou de dar aulas). As outras professoras eram mais novas mas penso que não me marcaram muito... Ainda assim dei-me bem com a josefina maravalhas (3ª classe; ver foto) com quem cheguei a trocar alguma cartas ("olá sabichão!")... Elas gostavam de mim (afinal era um dos bons alunos e bom menino), mas acho que não me marcaram muito...

Valores incutidos



Avó tim-tim? Talvez a serenidade... Mae? Talvez a força e a determinação, o inconformismo... Pai? Talvez a honestidade e o rigor... Paulo? Talvez o sonho, a inquietação... Na escola descobri os valores da amizade, do companheirismo, do respeito, descobri o gosto pela diferença e pelo colorido, a força da uniao...

E por falar nisso... Um dia destes tenho que descobrir por onde anda a zulmira, a minha primeira namorada (platonica), na primeira classe, bem acompanhada por uma irma (Olga), que me suprimia os meus desejos por mulheres mais velhas (eh, eh)...

Conseguem adivinhar quem é quem na foto? se quiseres eu dou uma ajuda...

Ritmos

Eu no Mindelo em 1981 e em S. Mamede em 1983 (nevou!)

Há um ritmo diario, de ir para a escola, rua fora, apanhando colegas pelo caminho, e de regresso ao final da tarde, com passagem pelo ribeiro ou pelos desatalhos possiveis...

Mas acima de tudo o ritmo do verao... Chegadas as ferias GRANDES o empacotar tudo e mais alguma coisa no carro e rumar a Mindelo para passar o verao, metido na praia (ver foto) e no canavial, nas pocinhas ou nas tendas... Ai o vizinho e amigo era o nuno, com o desiquilibrio invertido (um ou dois anos mais velho) e por isso sempre a perder no "confronto" do muro que nos separava, agora transformado em rede de tenis. Em setembro, era o regresso, ainda a tempo das festas do santantoninho...

E de certa maneira, o ritmo das termas, em que o pai desaparece e se transforma em postais de caldelas ou vidago, com historias de grilos e paisagens rurais... De descansos bucolicos e muitas saudades...

Também dos passeios ao fim-de-semana, a rates ou de visita a terras portuguesas (portugal dos pequenitos, geres, rota dos santuarios, lisboa/belem, nazaré...) ... Picnics e subidas a montes...

E claro, o ritmo da visita da avó tim-tim, de santa catarina a são mamede no "7", duas vezes por semana, descendo a rua que vem da ponte, ao longe após os campos, espiada da janela do quarto...

E naturalmente, das estações... Das folhas douradas e vermelhas, dos diospiros, do frio e da chuva, do verde e das flores, das abelhas e das formigas...

Desporto



Nunca fui grande desportista, embora gostasse de correr (ao apanha e isso). No futebol sempre uma nodoa negra, muitas vezes provocada a mim proprio. A minha irma era mais atleta... Andou no voleibol da Academica o que sempre invejei (ver foto)... Aqueles atletas todos com bom aspecto, especialmente as miudas mais velhas, eram uma perdição causando suspiros do outro lado da rede... Um dia, bem mais tarde, tentando apanhar o tempo perdido, voltei lá e perguntei se podia ser integrado... Sugeriram-me um desporto individual, tipo bicicleta ou tenis, e mandaram-me recambiado...

Jogos



Continuo uma criança muito isolada, por isso grande parte dos jogos são lonely... Desde o monopólio aos legos... Gosto especialmente dos legos, de construir grandes naves espaciais ou carros fantásticos todos tunning...

Na escola jogo à malha, onde já era muito competitivo, tentando ser o melhor mas sem propriamente conseguir... Mas ainda assim começo com um ou dois cromos (a moeda da altura) e acabo com uns valentes maços... Ou à sameira com a sua rodela de laranja...

Em casa também vou equilibrando carrinhos ao longo da "pista" que é o muro que me separa do filipe (na foto), o meu vizinho uns anos mais novo, que é uma das poucas amizades, desiquilibrada pela diferença de idade (desculpa-me aquele susto com a história dos fantasmas!)

Gosto tambem de fazer miniaturas... De cozinhas, de cenários com boas recordações (piscinas de Vidago), comboinhos ou bonecos... Com caixas de fosforos, rolhas, alfinetes e rolos de linhas arranjados pela minha avó...

O quintal e os anexos são o local priviligiado...

Análise Biográfica - 2.º septénio

Para quem não se recorda, comecei aqui a fazer a minha análise biográfica e terminei o primeiro septénio aqui. Agora faço a análise do periodo 7-14 anos...

quinta-feira, junho 29, 2006

Mindelo está doente

Num Concelho onde está um presidente há mais de 20 anos
Num Concelho onde a "capital" está repleta de show-off
Num Concelho que possui uma das mais activas associações ambientalistas do pais
Num Concelho onde as condições naturais são soberbas (a ROM e o Mar)
Num Concelho onde não há uma bandeira azul
Num Concelho onde não se limpa a ROM nem se deixa construir campo de golfe
Num Concelho onde a praia (de Mindelo) até mete nojo - pela quantidade de lixo

Do que é que estamos à espera?
O que é que falta?

(fim de citação)

Mensagem enviada para os amigos do mindelo, cc camara municipal, interceptada pelos bravosdomindelo
veio assinada mas acho melhor nao revelar o nome do autor...

alguém quer tentar responder?

Turkmenistão


Ok, considera-se encerrada a votação... olha eu a caminho do Turkmenistão!
Obrigado pelos contributos!

quarta-feira, maio 03, 2006

Que futuro? Tu decides...

Recebi este desafio de um amigo e estou indeciso... que acham que devia fazer???
"vamos mas é esquecer esta coisa do trabalho e metermo-nos à estrada de bicicleta com as poupanças todas no bolso e pedalar c a tralha toda atrás até onde pudermos ir... acabamos prai como verdadeiros freaks numa aldeia manhosa do Turkmenistão, com 15 mulheres de sovacos bem peludos para cada um (alemãs e holandesas claro) , a bajularem-nos e a chamarem-nos de gurus inspiradores... comeríamos raízes e areia e dedicávamo-nos a uma filosofia qlqr como interpretar o futuro através das pontas de cabelo espigado e da sua reação em contacto com a luz da lua cheia. Ao menos acabavam os prazos, a necessidade de dinheiro, as competições, a falta de energia e padecimentos ocidentais urbanos diversos... ou então ficamos mas é por cá e aproveitamos o melhor possível esta vidita... "

Que futuro?
Turkmenistão
Por cá mesmo...
Free polls from Pollhost.com

quinta-feira, abril 06, 2006

domingo, fevereiro 12, 2006

Metendo água...


... é verdade, meti muita água, entrei (quase) em pânico, fiquei com os ombros pisados... mas, depois de 15 minutos de luta pela sobrevivência, entrei no mundo maravilhoso do "debaixo dágua" e percebi porque é que há tantos adeptos da mergulhomania... sem dúvida uma das experiências mais fantásticas da minha curta existência. recomendo vivamente!

domingo, fevereiro 05, 2006

"No princípio era a Paisagem"*...

*Arqª. Teresa Andresen, 5 de Janeiro de 2006

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

My Inner Wilderness


Inside me there is Wilderness
Feeding intensively in my heart
Twisted wild in my chest.
I have found it in Amazonia
I have shared it in Caledonian Forest.
In this wilderness I am at home
I can be myself.

Inside me there is a Garden
It grows in my mind.
I use it in my work
Intentionally growing what I need.
My permanent relationships and culture are there
And I am trying to mimic nature.
My garden got wild in Findhorn.

I also have Farms
They are the place for community.
I don’t want to be a farmer
But there I also feel at home.
I can’t live without them
They nourish my will
But sometimes make me starve.

There is a wide Ocean connecting every place inside me
Linking every continent outside.
Diluting, absorbing and reshaping boundaries
Creating and playing with sand
Breaking down even the strongest feelings.
It is a place of stillness
Of deep immersion in my soul.

My place of arousing is the Mountains
I love climbing to the top.
And to stay there
Empowered and strong
Believing everything is possible
Even flying.
There I meet Joy.

Above is the infinite Sky
From where I came
To where I will return.
There lives my spirit
Blended in cosmic Love.
It is a magic and unimaginable place
Where Angels meet.

I am just a big strong Rock
With silent patience
Looking at the world and feeling the wind.
There are some trees and moss growing in me
I try to help and give a much as I can
I open fractures to take their roots to the soil.
I am alive. I am dreaming of becoming a beautiful sculpture in your hands.

Pedro Macedo, Findhorn 2002

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

O Natal pode ser todos os dias...


... mas para mim termina amanhã. Hoje preparei um belo bacalhau cozido... pode não ter um aspecto por ai alem, mas garanto que estava optimo. E amanhã vai ser dia de "roupa velha"... sim, porque no Natal passado não tive oportunidade de comer e estou ougado desde aí... irá assim terminar finalmente a minha época natalícia, regida, está-se a ver, pelo estomago. Mas afinal, isto interessa a alguem? OK, OK... prometo esforçar-me mais da proxima vez, pensei que gostassem de saber que nao passo fome e que ate sei cozinhar umas coisas. Até destas dificeis, tipo atirar tudo para dentro da panela. Repararam no pormenor do molho de azeite? OK, OK, calo-me.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Uma familia de Vila do Conde


Uma familia de Vila do Conde tem quatro filhos. Três deles têm comida suficiente e de boa qualidade. O outro passa fome e é obrigado a procurar comida em sitios improprios. Provavelmente irá morrer de doença.

Esta historia ilustra o que se passa em termos de abastecimento de agua em Vila do Conde. Apenas 3/4 da população tem abastecimento de água da rede pública. Bem controlada e de boa qualidade. O outro 1/4 bebe água de poços, em muitos casos contaminados com nitratos e coliformes...

domingo, janeiro 22, 2006

Num dia de Verão do ano de 1798, numa floresta francesa, foi encontrado um menino selvagem... os relatos dos esforços do professor Itard para o aculturar foram brilhantemente "narrados" por François Truffaut no seu famoso filme.
Curiosamente a fotografia abaixo (esquerda) é de 1978...



E assim termino a análise biográfica do primeiro septénio da minha vida, com uma fotografia tirada um ano mais tarde, no primeiro dia de escola.

O gosto por trepar




Sempre gostei de trepar aos montes... ultrapassar rochas e penedos até chegar ao topo, e de lá contemplar a paisagem... especialmente na companhia de alguém especial...

Desculpem a fraqueza...


... mas tinha que vos apresentar o meu coelhinho! :)

sábado, janeiro 21, 2006

Segunda confissão

Lembram-se de vos contar como me sentia pequenino, no meio de todos aqueles miúdos mais velhos?
Pois bem, isso tem as suas consequências... vão ter que descobrir quais porque não digo. Apenas conto que havia uma familia que costumava encontrar-se connosco em Mindelo, os Magalhães, de Santo Tirso penso eu... eram das poucas pessoas que iam lá a casa... e mesmo assim muito raramente.
Pois bem, era suposto apaixonar-me pela Carla da foto abaixo, que tinha a minha idade.

MAs a Carla tinha uma irmã mais velha, a Isabel... adivinhem o que aconteceu com este meu coração habituado a partilhar emoções com gente maior? Pois... o meu irmão é que não gostava nada disto... abaixo, duas fotos comprometedoras...