sábado, outubro 14, 2006

Notícias censuradas



#1 Future of Internet Debate Ignored by Media

#2 Halliburton Charged with Selling Nuclear Technologies to Iran

#3 Oceans of the World in Extreme Danger

#4 Hunger and Homelessness Increasing in the US

#5 High-Tech Genocide in Congo

#6 Federal Whistleblower Protection in Jeopardy

# 7 US Operatives Torture Detainees to Death in Afghanistan and Iraq

#8 Pentagon Exempt from Freedom of Information Act

#9 The World Bank Funds Israel-Palestine Wall

#10 Expanded Air War in Iraq Kills More Civilians

#11 Dangers of Genetically Modified Food Confirmed

#12 Pentagon Plans to Build New Landmines

#13 New Evidence Establishes Dangers of Roundup

#14 Homeland Security Contracts KBR to Build Detention Centers in the US

#15 Chemical Industry is EPA’s Primary Research Partner

#16 Ecuador and Mexico Defy US on International Criminal Court

#17 Iraq Invasion Promotes OPEC Agenda

#18 Physicist Challenges Official 9-11 Story

#19 Destruction of Rainforests Worst Ever

#20 Bottled Water: A Global Environmental Problem

#21 Gold Mining Threatens Ancient Andean Glaciers

#22 $Billions in Homeland Security Spending Undisclosed

#23 US Oil Targets Kyoto in Europe

#24 Cheney’s Halliburton Stock Rose Over 3000 Percent Last Year

#25 US Military in Paraguay Threatens Region

Quem se atreve a sugerir histórias para a versão portuguesa?
E se fizéssemos uma versão Vilacondense?

Aquecimento global (11)



"Filipe Duarte Santos, coordenador do projecto nacional sobre alterações climáticas, foi um dos especialistas que, ontem à noite, se dispuseram a comentar o filme ‘Uma Verdade Inconveniente’. Não é, contudo, de ontem que este professor de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa vem alertando para os efeitos da mudança do clima em Portugal. Entre as principais ameaças contam-se a subida do nível do mar e a consequente erosão da costa. Mas não podem descurar-se também aspectos como o aumento dos incêndios florestais, das mortes por calor e das doenças respiratórias.

Segundo Filipe Duarte Santos, actualmente “existem já sinais de mudança climática”. O aumento da frequência das ondas de calor (só este ano foram quatro) e dos fenómenos climáticos extremos (chuva torrencial, como a que assolou há dias Freixo de Espada à Cinta) são indícios de perturbação do clima.

Estudos recentes permitiram identificar cerca de 630 quilómetros da costa como zonas de risco, o que corresponde a 67 por cento do total – aproximadamente 950 quilómetros. Num cenário de subida do nível do mar, esta situação mostra de que maneira Portugal pode ser vulnerável às alterações climáticas.

(...) Quer Filipe Duarte Santos quer Carlos Pimenta entendem que uma parte importante da solução reside na “descarbonização da economia” (...) Portugal é um dos países mais distantes da meta de redução entre os membros da União Europeia."

Ler mais (Correio da Manhã)

sexta-feira, outubro 13, 2006

Para a História da Reserva Ornitológica do Mindelo


Caros Amigos

Para a História da Reserva Ornitológica do Mindelo envio, em anexo, a transcrição do Diário da Assembleia da República com uma intervenção que, a propósito, tive oportunidade de fazer, na IV Legislatura - 1986. na mesma ocasião, e em ocasiões posteriores, fiz requerimentos ao Governo (era Primeiro Ministro o Prof. Cavaco Silva), tentei tudo para obter respostas.
Silêncio sinistro e profundo !!! (passaram-se 20 anos...)
Saudações Cordiais
António Sousa Pereira


ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA IV LEGISLATURA
25 DE OUTUBRO DE 1986
Do Diário da Assembleia da República

"Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Sousa Pereira.
O Sr. Sousa Pereira (PRD): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: A Reserva Ornitológica do Mindelo (Vila do Conde) está ameaçada.

Uma resolução da câmara municipal aprovou um projecto de urbanização da zona de dunas da reserva, integrando um total de cerca de 1500 habitações, o que corresponde, grosso modo, a uma pressão da ordem de 6000 pessoas. O projecto é constituído por duas partes separadas por uma faixa integrante da Ribeira de Silvares, com cerca de 450 m de largura, que seria o espaço residual da reserva. Ora, tal projecto, em termos práticos, inviabiliza pura e simplesmente a reserva.
Um núcleo populacional tão grande exige acessos e diversos complementos de ordem social, cuja construção acabará, num futuro próximo, por destruir ecologicamente toda a zona. E, então, justificar-se-á a urbanização da faixa agora deixada «íntegra», que não terá mais razão de existir.

Contrariamente a afirmações tornadas públicas, não decresceu o papel de zona privilegiada para aves migrantes e sedentárias, e a confirmá-lo está o facto de, nos últimos anos, ter aumentado significativamente o número de espécies observadas. Citei o Prof. Joaquim Santos Júnior, Prof. da Universidade do Porto e presidente da Sociedade Portuguesa de Ornitologia.

Esta grave situação, que encontra antecendentes em autorizações, por parte da Câmara Municipal de Vila do Conde, para loteamentos no local e mesmo na construção de uma fábrica de produtos químicos, à revelia da oposição da Junta de Freguesia do Mindelo, que em devido tempo alertou as entidades competentes para o que se passava, é tratada pela câmara local no maior desprezo pela conservação do património natural e do equilíbrio ecológico da zona, permitindo adivinhar que há outros interesses em jogo. Não deixa de ser significativa a afirmação do seu presidente, aliás concordante com a opinião da empresa interessada, como adiante veremos na reunião da Assembleia Municipal de 8 de Maio deste ano, quando disse:
”Quanto à Reserva Ornitológica de Silvares-Mindelo, aquilo já é um mito. Só porque um dia passaram por lá uns passarinhos!...”

Será que isto resulta de, volto a citar, «uma gestão dinâmica e impaciente, na resolução de problemas das populações que implica o não cumprimento de algumas disposições legais pelo desconhecimento e em grande medida pela insensibilidade do Executivo para a observância dos mesmos»? - citei o inspector de finanças, Alfredo Manuel S. Silva, no seu relatório de uma recente inspecção à Câmara Municipal de Vila do Conde.

Sr. Presidente, Srs. Deputados: A preocupação manifestada sobre esta matéria por parte de várias entidades levou o Sr. Secretário de Estado do Ambiente a despachar o seguinte em 22 de Junho de 1986:
Ao confirmarem-se as afirmações expressas por estas três entidades que me abordaram pessoalmente em deslocação recente a Vila do Conde, estaríamos perante um grave atentado aos valores naturais que a Reserva, criada em 1959, procura reservar.
No entanto, até ao momento, nada mais se sabe sobre o assunto, desconhecendo-se que mais provas são necessárias para atestar o inequívoco valor da Reserva, conhecida até internacionalmente.

Sr. Presidente, Srs. Deputados: É urgente impedir mais atentados contra o património natural português cometidos, hipocritamente, em nome da crise que atravessa a construção civil, como é o caso.
A este propósito é espantosa a seguinte passagem de um requerimento da sociedade interessada no empreendimento, quando recorreu de um primeiro indeferimento da Direcção-Geral do Planeamento Urbanístico para o loteamento no local da Reserva Ornitológica. Indeferimento esse que, baseado justamente na existência da Reserva, passo a citar:
A delimitação da Reserva Ornitológica não é, na letra do diploma, impeditiva da construção -e cremos que na área foram já aprovados loteamentos -, impondo assim cuidados para não prejudicar presumíveis espécies; como as espécies que levaram à delimitação já se não encontram há muito e as restantes medidas previstas no diploma não foram tomadas pela Administração, a evocação do decreto da Reserva constitui uma manifestação de zelo, no mínimo extemporânea quanto ao seu espírito e excessiva quanto à sua letra, não se justificando, portanto, para viabilizar este empreendimento, a prévia declaração de nulo valor da Reserva em questão mas sim e apenas a sua interpretação com ânimo realista.

Não é menos espantoso o facto de a Direcção-Geral de Planeamento Urbanístico, em Julho de 1985, ter viabilizado o projecto, que, embora com arranjos, continua a ter os mesmos efeitos práticos - a destruição da Reserva. E aqui seria bom saber-se que influências se moveram e como. Eis, pois, um conjunto de questões que se colocam ao Governo e para as quais se esperam respostas e resoluções urgentes."

...............

Observações:

Fernando Gomes, ex-presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde (1974-1981) e do Porto, foi Secretário de Estado da Habitação e Urbanismo no IX Governo Constitucional (1983-1985), tendo como Ministro Carlos Melancia, conhecido pelo "fax de macau", e Mário Soares como Primeiro-Ministro

Carlos Pimenta foi Secretário de Estado do Ambiente e Recursos Naturais no X Governo Constitucional (1985-1987), tendo como ministro Luís Valente de Oliveira e Cavaco Silva como Primeiro-Ministro

MINDELO SEMPRE!!!

(...) enviei, hoje - 11 de Outubro de 2006 - um e-mail ao sr. primeiro ministro (através do portal do governo) remetendo-lhe o endereço do site dos amigos do mindelo.
Peço-te desculpa de não ter ido ás últimas lutas mas, por motivos profissionais, quase que não tenho tempo para mim...
Todavia... A MINHA LUTA - sózinho e, é claro, convosco, CONTINUARÁ! MINDELO SEMPRE!!!
Um abraço e votos de uma excelente semana.
André Monteiro.
sócio: 454

Fórum Social Português

a decorrer em Almada... ainda nao é desta que eu participo... em tempos pediram para irmos lá apresentar a agenda 21 local de mindelo...

ICN

Ontem estive com o arq. Fernando Pessoa, primeiro director do Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza (SNPRCN), actual ICN. E por isso pude confirmar a informação que já tinha... a ROM nunca foi integrada na lista de áreas protegidas nacionais devido a meras "birras" com o prof. santos júnior... enfim... também lá estava o actual presidente do agonizante instituto... tudo motivos para continuarmos nós a assumir a gestão da ROM... quem melhor que os bravos do mindelo?

terça-feira, outubro 10, 2006

De Regresso ao Futuro


Já que a Câmara Municipal e as restantes entidades "responsáveis" abandonaram a Reserva do Mindelo, nós continuaremos a assegurar a sua dinamização.

Afinal, quem é que manda? :)

segunda-feira, outubro 09, 2006

confissões

passo a vida a sonhar com aquilo que nunca farei

Verdocas

"a actual situação das associações ambientalistas deve-se, em grande medida, aos constrangimentos de encontrar pessoas que possam dar-se ao luxo de ser independentes."
Pedro Almeida Vieira

domingo, outubro 08, 2006

Grandes Cavalos!


No passado dia 24, depois de um fantástico fim-de-semana no Montesinho a ver e ouvir a brama dos veados, passamos em Vila Pouca de Aguiar e decidimos espreitar a famosa Feira das Cebolas. Infelizmente deparamos com um espectáculo deplorável: uma corrida de cavalos em plena avenida central, em ASFALTO!!! A tortura dos animais transformada em espectáculo público por iniciativa da Câmara Municipal. Muitos dos cavalos acabaram feridos devido às permanentes quedas e ao esforço exigido. Já para não falar nos riscos que os cavaleiros correram (não usavam qualquer protecção) e as pessoas que assistiam. Veja o vídeo aqui.
O respectivo protesto seguiu para a Câmara Municipal, associação Animal e Federação Equestre Portuguesa.

Este fim-de-semana tive uma experiência bem mais simpática com estes fantásticos animais. Num centro de equitação, altamente recomendável, e por organização da Oficina da Natureza, aprendemos a respeitar os cavalos que nos levaram através dos montes num passeio inesquecível pelas belas cores outonais. Estou certo que cavalos e cavaleiros apreciaram a experiência por igual: com algum desconforto mas muito prazer!
Obrigado Luar, obrigado Estrela!

2 notícias de hoje... (contraditório)


afinal "pareceres elaborados por juristas e administrativos da autarquia e por conceituados consultores externos", pagos por nós, por indicação do presidente da câmara, mostram que não há razões para alarmes... já vou dormir descansado.

Vais comprar um telemóvel?

opta por um com menor impacte ambiental...
ver aqui

sexta-feira, outubro 06, 2006

quinta-feira, outubro 05, 2006

Copyriot II

A Gente sem Patente Contra Ataca
Programa aqui
Amanhã: Sonic Outlaw e o "nosso" António Pedro Ribeiro e inauguração da Loja Livre ("onde qualquer um pode deixar o que não precisa e/ou o que tem para dar e encontrar o que procura")
Na Casaviva 167 (Praça do Marquês)

António Cândido Franco

[...] Substituímos a beleza pela velocidade e em vez de deixarmos ao futuro uma Acrópole de mármore ou uma Catedral em pedra deixamos um shopping de betão e asfalto. Passámos a viver num mundo cada vez mais veloz mas também cada vez mais horroroso. Horroroso e doente, que o horror é o rosto da doença e da morte. Por isso, um dia, vamos apenas ficar na mão com a caveira chupada da Terra. Quem não vê no desaparecimento das espécies e no esgotamento das matérias-primas as escoriações cadavéricas do rosto da Terra? Estamos neste momento a devorar a polpa da Terra, que a acção de comer na era da velocidade espacial é devorar. E vamos assim deixar aos nossos netos o caroço, que eles vão roer desesperados, lastimando o egoísmo brutal dos nossos políticos e economistas de hoje. Que é o betão senão o caroço sem semente da Terra, o osso esburgado e seco que vai partir os dentes dos nossos descendentes? [...]

(in Viagem a Pascoaes, Ésquilo, 2006)

2 notícias de hoje...

qualquer relação é pura coincidência...

Mário Almeida obrigado a devolver 50 mil euros

Presidente da República quer empenho contra corrupção e defende moralização da vida pública

quarta-feira, outubro 04, 2006

imobilismo político

Câmara Municipal de Vila do Conde bate recorde mundial de imobilismo político.



(anterior marca pertencia a Jorge Sampaio, com 136 dias)

Estado Novo?

"Não surpreenderá ninguém esta informação; nem por isso deixo de a considerar útil mesmo sem conhecer a distribuição temporal das análises, os locais precisos em que se realizaram e os números de amostras recolhidas e analisadas em 2004 e 2005.

Não posso, no entanto, deixar de sublinhar a ironia deste facto em Vila do Conde. A autarquia fala constantemente de "ambiente e qualidade vida". É de bom tom. Noutros planos (casco histórico, vias de comunicão, por exemplo) até é justo. Mas esta questão do ambiente é feita quase sempre numa linguagem narcisista, de propaganda tantas vezes a roçar o ridículo que faz lembrar o Estado Novo que Deus tenha. Veja-se o "Boletim Municipal" do século XXI e compare-se a informação do que se vai passando pelas freguesias com aquilo que o Jornal "Renovação" dos idos de cinquenta e sessenta do século passado dizia aos seus leitores de então. Ainda não desesperei de ver um texto no actual Boletim Municipal ou num dos jornais da paróquia que supere aquele com que o" Renovação" brindava os seus leitores aquando da inauguração da luz pública para a praia de Labruge...

Com este quadro diante dos olhos - literalmente! - o Laboratório para a "Monitorização da Qualidade Ambiental" (não sei se é exactamente esta a designação, mas tem uma linda arquitectura, sem ironia) situado na Foz do Ave e inaugurado na altura das últimas eleições autárquicas, se pudesse sorria. Ou, sarcástico, gargalhava tamanha é a distância entre o discurso e a prática, tamanha é a hipocrisia que o poder político quiz que fosse.
Refiro-me ao poder polítco local, desde logo, mas não só, porque o Ave começa a ser um cano de esgoto muito antes de chegar a Vila do Conde. É claro que além do Ave há outros cursos de água e muitos outros factores que também dão a sua ajuda para a "qualidade" da água das praias. Usando "autarquês" politicamente correcto podemos perguntar: qual a percentagem de "águas residuais" potencialmente implicadas nesta questão que é tratada?
Deixando de lado esta semântica: para onde vão os esgotos das (muitas!) habitações próximas da costa? E os esgotos das outras? Evidentemente que se a autarquia tivesse investido nesta frente por certo que o dinheiro não daria para tantas obras de superfície, essas sim, geradoras de votos seguros!

Aqui é que está o drama. Em 30 anos de poder autárquico não creio errar se disser que já houve (muito) melhor ambiente económico no país para investir na superação das causas da má qualidade da água das praias. Agora... bem, agora em Vila do Conde hei-de continuar a ouvir falar do "importantíssimo" equipamento para a monitorização da qualidade da água e do ar e do seu alcance na "qualidade vida dos vilacondenses" (cito de memória o incontornável Boletim Municipal). Mas também hei-de ouvir falar das descargas poluentes no mar, no Ave e noutros cursos de água. E, naturalmente, nos rigorosíssimos inqéritos que vão ser pedidos e realizados e nas multas exemplares que vão ser aplicadas aos infractores... Resta a "esperança" de que mais urbanizações de superior qualidade na Reserva Ornitológica de Mindelo gerem receitas que ajudem o pobre poder autárquico a resolver este problema. Nada de desesperos!"
mensagem recebida de professor da UTAD, natural de Vila do Conde, cuja identidade se protege

segunda-feira, outubro 02, 2006

Em busca da mítica cotonete verde

The Lion Sleeps Tonight



We-de-de-de
De-de-de-de-de
De-we-um-um-a-way

A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh

In the jungle
The mighty jungle
The lion sleeps tonight
In the jungle
The quiet jungle
The lion sleeps tonight

A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh

Near the village
The peaceful village
The lion sleeps tonight
Near the village
The quiet village
The lion sleeps tonight

A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh

Hush, my darling
Don't fear my darling
The lion sleeps tonight
Hush, my darling
Don't fear my darling
The lion sleeps tonight

A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh
A-wimoweh, a-wimoweh

We-de-de-de
De-de-de-de-de
De-we-um-um-a-way
We-de-de-de
De-de-de-de-de
We-um-um-a-way