domingo, janeiro 14, 2007

"É bom viver em Vila do Conde"


Vila do Conde ficou em 10º lugar de um ranking de 50 cidades avaliadas por jornalistas do Expresso. O item onde a cidade de Vila do Conde obteve menor classificação foi na sinalética e na governança e cidadania. Já os valores máximos foram obtidos pelos espaços verdes e relação com a água e com a paisagem. mais

participa na votação

o dia mais importante...

... da tua vida é aquele em que desistes de tentar mudar o mundo e deixas-te ir na corrente. a partir dai tudo muda, mas apenas em ti. para começar passas de novo a velho. mas livras-te dos cabelos brancos...

vistas as coisas


as melhores vistas de Vila do Conde, do Monte Marão, ou será monte adriano? uma área devidamente protegida pela reserva ecologica nacional. até as torres de ofir é possivel ver... tem é ali aquele buraquinho chato...

sábado, janeiro 13, 2007

Afinal havia outra


Graças a uma notícia publicada no DN, descobri que afinal havia outra, bem diferente por sinal

só, para terminar (5)

"Ainda há pastores?"



Dedicado ao meu Pai, que já foi pastor na Serra de Rates, para o "compensar" de todas as dores de cabeça actuais.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Um dia normal

Sair de casa de manhã para Valença. Reunir com os meus formandos supramunicipais e rever o desdobrável e propostas de logótipo para a Agenda 21 do Vale do Minho. Reunir com o grupo coordenador da Agenda de Valença e com o responsável da União Empresarial do Vale do Minho. Passear pelas muralhas e ouvir histórias de outros tempos do amigo da Direcção Regional de Agricultura. Almoçar com a técnica da Associação Florestal e a responsável da ADERE-PG, rever o amigo da Rusticasa. Partir para Viana do Castelo para reunir com o Administrador Delegado das Águas do Minho e Lima e o pessoal da Comunidade Intermunicipal. Partir para Esposende para reunir com os Empreendimentos Eólicos. Regressar ao Mindelo, preparar a formação para amanhã. Ir comer uns rojões com a comunidade do Burgal ao ACDM, enquanto discutimos o livro da Carolina (falerei sobre isso brevemente). Ouvir as Janeiras (bem haja quem mantém estas tradições... foi o momento alto do dia) , actualizar o blog, ler um pouco mais da Carolina enquanto escaldo os pés e dormir. Até amanhã!

POOC


hoje estive na sessão pública de esclarecimentos sobre o plano de ordenamento da orla caminha. não vou contar pormenores, estavam lá jornalistas e não lhes quero roubar o protagonismo. duas notas positivas. Primeira, estiveram lá especialistas da nossa universidade e manifestaram-se pela conservação da natureza. Segunda, no final, e para minha surpresa, fui abordado por vários concessionários de praias. não, não me queriam bater por ser ambientalista. queriam pedir ajuda. e porquê? um esclareceu-me: o senhor consegue po-los na linha! (referia-se ao representantes da CCDR e do INAG). Não, não consigo, mas acho que tentei, e pelos vistos notou-se. teve piada.

PS: o documento está em consulta pública na Câmara Municipal de Vila do Conde até 26 de Janeiro. Apesar de conhecer bem os documentos já que integrei a comissão de acompanhamento, fui lá só para ver se estava tudo direitinho. a muito custo encontraram o documento. e de todos os calhamaços faltava um papelito. justamente a declaração de voto das ONGA que levou sumiço. mistério... terá sido por isto? :)

A praia de S. Mamede

Sim, praia... em S. Mamede de Infesta. Onde toda a "gente bem" da época ia. Nas margens do Leça, junto à Ponte da Pedra. Com barraquinhas listadas, restaurante, casino e tudo o mais. Assim descobri em fotografias de 1900 no livro recém editado "Figuras do Passado", emprestado dos meus pais.

No regresso do jantar em casa dos meus antigos sogros, ainda hoje parentes queridos, e depois de me despedir da boneca, a gata mais querida do mundo (a seu tempo dedicar-lhe-ei um post a contar como a conheci) parei no "Logar da Ermida" que ilustra a capa do livro. Está mais ou menos como no meu tempo de criança (lá passava quase todos os dias a caminho da escola). Duas diferenças contudo, bem discretas. Um homem desabrigado dorme no banco do jardim. E um dispensador de sacos para dejectos caninos foi colocado num poste e anuncia um "ambiente mais limpo". Dá que pensar.

aventuras de um repórter independente



a não perder, este Sábado às 15:30 na sede da Campo Aberto (Rua de Santa Catarina, 730-2.º - Porto, quase a chegar ao cruzamento com Gonçalo Cristóvão)

"A vida como repórter independente encerra episódios que vão muito para além do que os textos e fotografias deixam perceber quando aparecem publicados nas páginas das revistas. Tal como um iceberg, a face visível deste trabalho não é mais do que apenas uma ínfima ponta. Abaixo da "superfície" há episódios insólitos, aventuras surpreendentes e muitas outras histórias que ficam quase sempre por contar. Nesta palestra, António Sá percorre calmamente algumas imagens do seu arquivo, dando-lhes voz e ajudando a desvendar um pouco os bastidores das viagens tal como ele as vive.

António Sá nasceu em Espinho em 1968. Em 1995 inicia a carreira de repórter profissional como freelance. Publica em revistas nacionais e estrangeiras, como a National Geographic Portugal, Rotas & Destinos, Volta ao Mundo, Grande Reportagem, Altair, Viajes National Geographic e Terre Sauvage. A actividade com repórter é complementada com a condução de workshops e a organização de passeios fotográficos temáticos."

tenho pena, és um amigo especial mas não posso ir...

quinta-feira, janeiro 11, 2007

uma verdade inconveniente



a não perder, este Domingo no Auditório Municipal de Vila do Conde às 16:00h e 21:45h

novos tempos


bom dia, boa tarde ou boa noite! ontem à noite tomei uma resolução. mais uma é certo. mas estou determinado :) novos tempos serao construidos. este blog irá mudar. está atent@!

dakar


Dakar é a capital do Senegal, para quem não sabe. É também nome do rali mais conhecido do mundo e, para mim e muitos outros, símbolo do pior que existe neste planeta. Centenas de motos, carros e camiões percorrem milhares de quilómetros em África, emitindo toneladas de gases de estufa que estão a destruir o nosso ambiente e a afectar principalmente esse continente, atropelando literalmente pessoas inocentes, muitas delas crianças (já são mais de 50 vítimas mortais), enchendo as areias do deserto de carcaças, destruindo implacavelmente plantas e animais, enchendo os pobres deste mundo com o pó da nossa arrogância, violência e inconsciência.

o Vaticano considerou o Dakar "sangrento e irresponsável" ... então porque carga de água é que o euromilhões patrocina o Dakar? é esta a forma da "Santa Casa" defender os desprotegidos?

Para quem ficou todo orgulhoso de Lisboa ser agora o ponto de partida, fique-se a saber que mais ninguém quis esse desprestígio. Em Paris o rali foi declarado "abominável".

O rali mais estúpido do mundo partiu de Portugal

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Índia


Cavaco de visita à Índia. Alerta vermelho nos aeroportos decretado hoje devido a risco de sequestro por separatistas de Caxemira. Será que vamos ter animação neste início do ano?

Uma Escola de Vida


Em 2007 a ROM faz 50 anos. Esta é a segunda prenda que lhe dou (a primeira está aqui): um artigo que escrevi para publicação na revista 2Pontos. Aqui fica, em primeira mão, em estilo "velho lobo do mar a abrir o álbum das recordações".

Reserva Ornitológica de Mindelo
Uma Escola de Vida

É difícil escrever sobre a Reserva Ornitológica de Mindelo, principalmente para quem está por ela apaixonado. As palavras surgem sempre demasiado curtas. A ROM, como lhe chamamos, não é um paraíso, apesar de ter uma Natureza deslumbrante. Não é um inferno, apesar de ser um mo(n)struário de atentado ambientais. Se quisermos ser pedagógicos, podemos afirmar que é um espaço privilegiado para ensinar ciências naturais e humanas e, acima de tudo, sentir o que foram os últimos cinquenta anos de desenvolvimento em Portugal.
De facto (ainda) está lá tudo. A começar pelo Portugal Rural, que existia em 1957 quando a ROM foi criada. Naquela altura os grandes lavradores-proprietários de Mindelo entretinham-se a montar redes nas dunas para apanhar as rolas que passavam nas suas rotas migratórias. Diz-se que com artes únicas no mundo. Num certo dia chegou o Prof. Santos Júnior da Universidade do Porto, o primeiro ornitólogo português, e fez com eles o seguinte pacto: ele criaria uma área protegida, para defender as aves que eram na altura a paixão dos Mindelenses e, em troca, eles continuariam a apanhar aves mas apenas para anilhagem científica. E foi assim que nasceu a primeira área protegida: no dia 2 de Setembro de 1957, com 600 hectares e, imagine-se, com o apoio expresso de todos os proprietários.
Um parêntesis para esclarecer os leitores mais atentos e curiosos: num artigo publicado num número anterior desta revista pode ler-se que o Parque Nacional da Peneda-Gerês foi a primeira área protegida. Não é erro, visto que tudo depende dos critérios. De facto foi este, em 1971, a primeira área criada ao abrigo da primeira lei de conservação da Natureza (de 1970). Mas 14 anos antes já a ROM existia, criada ao abrigo do regime florestal, com plano de gestão, fiscalização capaz e muita actividade. De facto esses 14 anos foram os mais “produtivos” da ROM, já que esta se afirmou como um centro de anilhagem de renome mundial (foi a primeira reserva ornitológica da Europa), com milhares de aves anilhadas, destacando-se as mais de 20.000 rolas - ainda hoje um recorde.
Retomemos o desenrolar da história. No início dos anos setenta viria o Portugal do Veraneio. Mindelo ia tornar-se uma das praias mais conhecidas do Norte, recebendo centenas de casas de férias e milhares de banhistas apesar das águas frias e da forte nortada. A ganância quase matou a galinha dos ovos de ouro: construiu-se nas dunas e pinhais, a areia foi transformada em cimento, os esgotos começaram a misturar-se com as águas do mar. A ROM foi praticamente esquecida.
Mais tarde surgiu o Portugal Urbano. A Área Metropolitana do Porto cresceu e estendeu os seus braços: o IC1 (actual A28, ainda sem portagens) e agora o metro, colocaram a ROM a 30 minutos do centro do Porto. Agora já não se regressa a Mindelo ao fim-de-semana, mas ao final do dia. De 1958 a 2000 os terrenos urbanos e industriais aumentaram 600%: passaram de 4% a 26% da área total, com um crescimento médio de 89 m2 por dia.
Ainda assim a ROM resistiu e é hoje a última área do litoral do Grande Porto que não está construída, qual museu vivo do que foi a nossa paisagem: mar, praias e dunas, pinhais e campos agrícolas, ribeiros e pequenas lagoas, num mosaico único e entrelaçado de cores e perfumes. Aqui podem observar-se mais de 100 espécies de aves diferentes, entre rolas e garças, águias e galinhas d’água, borrelhos e gaios, chapins e pica-paus, chascos e narcejas, rabirruivos e andorinhas, cartaxos e alvéolas, abibes e patos, maçaricos e cucos, corujas e mochos, poupas e pegas, carriças e rouxinóis, piscos e tordos, pintassilgos e escrevedeiras… e ainda 14 das 17 espécies de anfíbios que existem em Portugal, 14 espécies de mamíferos, plantas dunares endémicas do litoral norte e muito mais.
E, finalmente, podem descobrir-se (facilmente) todos os destroços do naufrágio do nosso modelo de desenvolvimento: o lixo espalhado na terra e na areia, as árvores carbonizadas, o mar que entra pelas casas dentro, o cheiro fétido das águas inquinadas.
Anuncia-se para breve a criação de uma área protegida reclassificada ao abrigo da nova lei, passando a ROM finalmente a fazer parte da rede oficial de áreas protegidas, a par com o Parque Natural da Peneda-Gerês e todas as outras. Com direito a Centro de Educação Ambiental, percursos pedestres bem delineados, novas árvores e ribeiros limpos, negócios verdes e tecnologias sustentáveis. Ganhará o ambiente e a economia e acima de tudo a nossa qualidade de Vida. É o culminar da dedicação de milhares de pessoas que se uniram num movimento cívico para defender este espaço e que provaram uma coisa maravilhosa: a mobilização ambiental funciona. Na praia, nas ruas, porta-a-porta, com cartazes, folhetos, debates e exposições, estudos e abaixo-assinados, com os alunos das escolas envolvidos em peças de teatro ou actividades de descoberta da natureza, a ROM renasceu e entrou no coração das pessoas. Como consequência imediata entrou definitivamente na agenda política.
Um dia, visitar a ROM será como visitar um centro comercial dedicado à conservação da natureza, lazer e educação ambiental, exemplo máximo do desenvolvimento sustentável. Com tudo muito arrumadinho, atractivo e com o metro à porta. Visitar hoje a ROM é como visitar uma velha mercearia de esquina: está lá tudo (o Portugal Natural e o Humano), com todos os seus encantos e desencantos que nos marcam de forma indelével. Passear ao longo das prateleiras pode não ser muito confortável, mas podemos facilmente descobrir alguma coisa que ninguém via há muitos anos (uma ave desaparecida? um velho roleiro?) ou que acabou de chegar (uma criança de bússola no dedo a praticar orientação, umas dezenas de voluntários a limpar o lixo ou os alunos da Universidade do Porto nas suas investigações). Aqui o Passado e o Futuro fundem-se num presente de aniversário: são 50 anos de Escola de Vida.

solidão (4)



Ai susie*, susie*...

*nome fictício, pessoa tb (talvez...)

para ajudar

tertúlias



(clicar na imagem para ampliar)

recebi um simpatico convite dos fantastiscos jovens que fizeram este fabuloso filme (que já foi visto 750 vezes no youtube) para participar nesta promissora tertúlia.

Como ainda não sei se vou poder participar aqui fica desde já o meu contributo, do livro que acabei de ler esta semana: "as pequenas memórias" de josé saramago.

"A criança que eu fui não viu a paisagem tal como o adulto em que se tornou seria tentado a imaginá-la desde a sua altura de homem. A criança, durante o tempo que o foi, estava simplesmente na paisagem, fazia parte dela, não a interrogava, não dizia nem pensava, por estas ou outras palavras: "Que bela paisagem, que magnífico panorama, que deslumbrante ponto de vista!"

PS1: Pinguim café... guardo boas recordações daquelas noites de poesia passadas na cave, de copo na mão, a ouvir aventuras de pepinos e tomates ousados.

PS2: Um ciclo de tertúlias... um dos projectos dos amigos do mindelo até agora adiados, muitas vezes discutidos, já experimentado (com sucesso mas em privado) que um dia verá a luz, neste caso do luar. alguém quer exercitar o seu poder de mudar o mundo?

PS3: O filme da sessão de hoje à noite, das tradicionais terças-feiras cinematófilas da comunidade do Burgal, foi a Jangada de Pedra. Não pude deixar de ver as semelhanças deste grupo de auto-denominados eleitos, de poderes especiais, cada um no seu estilo, sonhadores, solidários, cúmplices, em síntese, fiéis, que procuram as causas de tão fantástico fenómeno ou catastrofe (o afastamento da iberia que termina algures entre Africa e America do Sul, onde verdadeiramente está) com a nossa própria comunidade.

segunda-feira, janeiro 08, 2007