terça-feira, setembro 27, 2005

Uma viagem feliz de metro, embora com fim azedo

Escola Superior de Biotecnologia, 14h30. Saio a pé em direcção à estação do metro do pólo universitário. Primeiro desafio, comprar bilhete. Safei-me porque estava uma menina simpática da empresa do metro junto à máquina e disse-me o mais difícil de descobrir para um caloiro: z2? z3? z4???
Nem 2 minutos de espera e lá entrei no metro. Com o caminho até à estação, mais bilhete, mais espera, são 14h45.
Depois de muito túnel, de repente estou na ponte D. Luis (UAU!!! como o Porto é lindo!) e às 15h00 já estou a sair em General Torres, mesmo em frente ao tribunal. Seguiram-se 15 minutos kafkianos, como só se podem ter num tribunal... mas isso é assunto para outro post. às 15h15 estou de regresso à paragem e às 15h18 apanho o metro. Menos de 15 minutos depois (15h30) já estou no pólo universitário.
Percorro a pé, no meio de nuvens de pó, o caminho até à ESB pela zona em obras. O meu estranho jeito de ser faz-me espreitar para o fundo das condutas em cimento que espreitam aqui e ali. No fundo, triste, corre a ribeira da Asprela, com um forte cheiro a esgoto... não se percebe a razão de a ter enterrado... nem se percebe porque não enterrar o metro nesta zona, já que ele faz o percurso da ponte D. Luis até aqui sempre por túnel...
Enfim, balanço económico: viagem custou 80 cêntimos (comprei andante e 2 viagens, o que deu 50+80*2=2,10). Como fiz tudo em menos de uma hora só paguei uma viagem... Ao chegar comprei garrafa de água por 1 euro. O litro de gasóleo está a 1,021 euros.
Dica final: porta de saída da ESB mais directa é a do fundo do parque de estacionamento... se estiver aberta! que não foi o caso... pelas obras é demasiado pó.
Em síntese: viagem rápida (demora-se 15 minutos da Asprela até à Câmara de Gaia), agradável e relativamente económica. Bem melhor do que ir de carro.

1 comentário:

Nuno disse...

Também eu sou um utilizador regular do metro. Já apanhei uma multa precisamente por causa das zonas (era difícil encontrar um sistema mais complicado). Deduzi à multa, contudo, o valor de um andante que se avariou subitamente. Avareza? Não, foi apenas uma pequena vitória moral...

Nuno Quental