... e como sempre sucedem-se os periodos de consulta publica de documentos fundamentais. a titulo de exemplo temos o PROT - plano regional de ordenamento do território (até 7 de Setembro), o Programa de Acção para todas as zonas vulneráveis (até 4 de Agosto), a Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas (até 4 de Setembro) ou o Plano de Prevenção de Resíduos Urbanos (até final do mês). a razao é simples, a participação dos cidadaos é vista como um "tempo morto", logo nada melhor do que o periodo tradicional de ferias para realizar a consulta publica ("assim nao perdemos tempo").
PS. os dois primeiros têm profundas implicações para Vila do Conde
Mostrar mensagens com a etiqueta agricultura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta agricultura. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, julho 28, 2009
sexta-feira, julho 24, 2009
sexta-feira, abril 17, 2009
e o burro sou eu?

cada vez mais é clara a importância de se garantir a produção de alimentos. a RAN (reserva agrícola nacional) foi criada para isso mesmo, em 1989. agora o governo aprovou o Decreto-Lei n.º 73/2009 que na prática veio acabar com esta salvaguarda (ver aqui e aqui). o melhor mesmo é sermos rápidos a visitar locais como o vale do coronado que deixarão de existir muito em breve, apesar do excelente movimento de cidadania que por lá anda. e começarmos a fazer como o burro, criando o hábito de não comer...
PS. valha-nos a crise!
Etiquetas:
agricultura,
cidadania,
governança
terça-feira, maio 27, 2008
por terras da Trofa

mesmo aqui ao lado... encontramo-nos no Parque Dr. Lima Carneiro e, depois de almoçar no Hippopotamus, fomos conhecer o território entre Soutos, de Bairros e da Lagoa (com a casa da cultura e a igreja de S. Tiago infelizmente fechadas), com o seu rio da Trofa, uma planicie de aluviao com uma agricultura viva... uma ruralidade que precisa de ser novamente glorificada, nem que fosse pela estética dos "burrinhos" de palha. nas margens do Rio Ave encontramos azenhas antiquissimas e esgotos a correr a céu aberto para dentro do rio. tudo isto irá mudar, porque um dia o rio da Trofa e o Ave estarão limpos, porque será realizado o Parque das Azenhas e o Centro de Ruralidade de Souto de Bairros, e tb porque passará aqui uma via rápida... qual será o resultado?? Lá ao longe observa vigilante a Sra da Alegria com a sua harpa, no topo do monte de S. Gens que fomos conhecer, com os azevinhos a lutar contra o mau gosto... e daqui rumamos para o Castro de Alvarelhos, a Quinta do Paiço (cujo tulipeiro nao pudemos conhecer porque o Sr. João nao deixou e o reitor nao estava), e terminamos no Monte de Sta Eufémia. O bar da associação está cheio de homens (reformados? desempregados?) que nos olham com curiosidade com a malga de verde tinto na mão. O espaço em volta está cheio de lixo mas as vistas são magnificas: primeiro o mar prende a vista e depois aquele edificio gigantesco vermelho, que é facil identificar, e mais ao lado a nossa ROM.
segunda-feira, janeiro 21, 2008
ZIFs, grupos de baldios e nanofúndios

Foi hoje. Com sala cheia (quantas centenas? nao contei), como tem acontecido nas iniciativas da agenda 21. os oradores foram brilhantes, mesmo brilhantes (destaque para o Carvalho Guerra, o Americo Mendes e a Amalia Sousa Neto, para alem dos presidentes de camara de Monçao e Melgado, que tb estiveram muito bem). e a DGRF (que "por acaso" até criou a ROM), uma das entidades mais obscuras deste país, opaca e ingovernável (o ministro que o diga), entrou cega e saiu espancada, cumprindo-se o "objectivo" (com algum "excesso de zelo" derivado das razões que nos animam e da forma apaixonada como vivemos a floresta). haverá resultados? pelo menos os biscoitos estavam optimos. hoje fiquei contente com o meu trabalho.
PS. para quem ainda nao sabe o que é uma agenda 21 local... é uma plataforma de autarcas, técnicos e cidadãos que juntos criam as condições para que os projectos se realizem. nao é um conjunto de projectos, financiamentos ou de regulamentos (isso já temos que chegue, e até em demasia).
Etiquetas:
agricultura,
governança,
minho
sábado, junho 16, 2007
ruralidade

ao contrario do que muitos pensam, o futuro de portugal passa pela ruralidade e não pela "modernidade"
duas boas noticias:
- a Herdade da Poupa, em Castelo Branco, ganhou o prémio de "melhor propriedade rural" europeia de 2007. mais aqui
- Portugal é um dos países mais biológicos da União Europeia. mais aqui
sexta-feira, maio 04, 2007
quinta-feira, março 15, 2007
vacas
amanha um grande dia para voces, a erva a partir de agora tera outro sabor! finalmente o governo vai encarregar-se de tratar a merda que voces fazem...
(será finalmente apresentada a ENEAPAI - Estratégia Nacional para os Efluentes Agro-Pecuários e Agro-Industriais, anunciada para janeiro deste ano)
(será finalmente apresentada a ENEAPAI - Estratégia Nacional para os Efluentes Agro-Pecuários e Agro-Industriais, anunciada para janeiro deste ano)
quarta-feira, março 07, 2007
E esta, hein?
a carne barrosã, com denominação de origem protegida, tem o seu maior centro de produção no Alentejo
segunda-feira, março 05, 2007
terça-feira, janeiro 30, 2007
quinta-feira, janeiro 25, 2007
o caos das vacarias

estive hoje no seminário final de divulgação do projecto europeu Green Dairy: Soluções para um sistema leiteiro sustentável e amigo do ambiente na região Noroeste de Portugal…
é incrivel o que se está a passar: a produção leiteira tem uma enorme importancia economica na regiao (e no país) e serios problemas ambientais... e o que nós fazemos? desatamos a fazer estudos e investigações durante anos e anos, enquanto a situação se agrava diariamente. O Ministério da Agricultura e o do Ambiente criaram um grupo de trabalho de quem nada sabe, o plano de gestao da bacia leiteira estará pronto até 30 de Abril mas ninguem acredita que vai servir para alguma coisa, o governo anuncia que vai anunciar uma solução, a junta metropolitana do porto diz que vai resolver o problema, fez-se agora o Plano Estratégico Nacional para o Desenvolvimento Rural e o Programa de Desenvolvimento Rural, que nada adiantam, existe aquela treta toda das zonas vulneraveis, e do licenciamento das vacarias, enquanto as camaras atiram as suas proprias culpas para os agricultores, as universidades andam entretidas a visitar paises estrangeiros à custa da uniao europeia para chegar a conclusoes que todos ja sabiamos e que ninguem aproveita, andam a georreferenciar todas as vacarias quando os dados ja existem e elas estao sempre a mudar, os serviços regionais do ministerio da agricultura andam todos à porrada e não ajudam nada, e os empresarios andam a tentar vender todo o tipo de equipamentos sem perceber muito do assunto... quanto ao principal problema em si, a contaminação das aguas superficiais e subterraneas (para além dos contributos para o aquecimento global), ninguem tem dados... entretanto as areas urbanas vao avançando e cresce o numero de queixas de vizinhança, pessoas esquecidas que bebem leite todos os dias e adoram a paisagem agricola... e no final de quem é a culpa? dos agricultores? esses "coitados", no meio da confusao toda sao os que menos culpas têm porque naturalmente precisam de apoio tecnico (e financeiro), já que muitos nem ler sabem, e bem que podiam fazer alguma coisa se ao menos alguem se dignasse a "descer" ao nivel deles para lhes dar o apoio necessário, que na parte dos casos é bem simples... enfim... ah!, a culpa: a culpa é dos ambientalistas claro, que até querem (diz-se) meter as vacas num bunker.
Mas vamos ser optimistas: as cooperativas e associações de agricultores, ajudadas pelos ambientalistas, vão conseguir inverter esta situação. O governo vai lançar em breve a Estratégia Nacional para os Efluentes Agro-Pecuários e Agro-Industriais que vai clarificar todas as duvidas, a uniao europeia vai pagar, os agricultores vao comprar menos mercedes e vao tornar-se pessoas conscientes e bem mais ricas, e vamos ter finalmente vacarias sustentaveis e qualidade de vida. A ecovaca vai renascer!
PS: comentário mais sensato que ouvi hoje no encontro: "ninguém vai ligar puto a isto"
terça-feira, janeiro 23, 2007
sábado, janeiro 13, 2007
"Ainda há pastores?"
Dedicado ao meu Pai, que já foi pastor na Serra de Rates, para o "compensar" de todas as dores de cabeça actuais.
Etiquetas:
agricultura,
sinais dos tempos
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Doce alemão

Em Agosto de 1997 andei pela Reserva da Biosfera de Rhön, Gersfeld, Alemanha. Como participante num intercâmbio sobre agricultura e ambiente visitamos quintas e áreas protegidas, e locais extremamente interessantes da antiga alemanha de leste e "terras de ninguem" da antiga fronteira. com participantes alemães de ambos "os lados" geraram-se discussoes muito curiosas...

para a posteridade ficou este espectacular... hummm... doce de semola de trigo e frutos silvestres, que foi o meu sustento ontem durante todo o dia (e que a paula, oportuna visitante, teve a oportunidade de provar). receita aqui
segunda-feira, novembro 27, 2006
leite
poizé, incrivel... tenho milhares de vacas num raio de poucos km à volta de minha casa, tenho a maior fabrica de lacticinios da peninsula iberica, e vejo-me "obrigado" a comprar leite da galiza porque cá nao existem produtores biologicos... ouçam a isabel barrote!
domingo, abril 03, 2005
Vaca barrosa foi apanhada após 4 semanas de fuga
2.º e último episódio desta saga única em terras de Vila do Conde

Finalmente foi apanhada a vaca barrosã que tinha fugido de Macieira da Maia no dia 23 de Janeiro. Depois de percorrer quase metade das freguesias do Concelho de Vila do Conde ( freguesias do lado sul do Ave ), algumas do Concelho de Matosinhos e ter posto um pé no Concelho da Maia, espraiou-se nas dunas do Mindelo, entre as praias desta freguesia e da vizinha Árvore, permitindo-nos trazer uma outra barrosã sua companheira para uma propriedade que cultivamos em pleno "Pinhal do Mindelo", a cerca de 6 km de casa. Esta propriedade com 3 ha de "boa" erva, tem também um silo de milho aberto onde duas vezes por semana nos deslocamos para trazer um reboque de silagem da qual também a "fugitiva" comia. Para nosso espanto um dia verificamos que havia "bosta" junto ao silo e este estava comido, com muitas pegadas de vaca ao pé.
Já com a companheira dela aí instalada há três dias vimo-la ao fim do dia ( cerca das 18 horas ) chegar, com o seu porte altivo, de uma enorme elegância, e uma esperteza invulgar. A propriedade tem a forma redonda e está cercada de pinheiros, eucaliptos, mimosas e outras árvores em toda a volta. Ao chegar a "fugitiva" corria até ao meio do campo e olhava em toda a
volta, certificando-se de que não havia ninguém que a incomodasse. Depois disso cheirava e lambia a sua colega por alguns minutos e começava a comer, quando tinha a barriga cheia ia-se embora, não sabemos onde dormia. Apenas sabíamos que de manhã, por volta das 6 a 7 horas voltava a ser vista nos campos junto à fábrica Simens.
Colocámo-lhe cercas, mas ela conseguiu saltá-las e já em "desespero de causa" quando apenas víamos o abate como solução para acabar com esta "novela real", o meu pai com a sua experiência de há muitos anos atrás apanhar os texugos que nos destruíam o milho, estudou os caminhos que ela trilhava e "armou um laço" com um cabo de aço pendurado numa mimosa por
onde ela entrava na referida propriedade, denominada "bouça d’areia" e apanhou-a pelos cornos nesse fim de tarde do dia 18 de Fevereiro de 2005.
Curioso foi apanhá-la na nossa propriedade a 6 kms de casa.
Constantino Silva
Finalmente foi apanhada a vaca barrosã que tinha fugido de Macieira da Maia no dia 23 de Janeiro. Depois de percorrer quase metade das freguesias do Concelho de Vila do Conde ( freguesias do lado sul do Ave ), algumas do Concelho de Matosinhos e ter posto um pé no Concelho da Maia, espraiou-se nas dunas do Mindelo, entre as praias desta freguesia e da vizinha Árvore, permitindo-nos trazer uma outra barrosã sua companheira para uma propriedade que cultivamos em pleno "Pinhal do Mindelo", a cerca de 6 km de casa. Esta propriedade com 3 ha de "boa" erva, tem também um silo de milho aberto onde duas vezes por semana nos deslocamos para trazer um reboque de silagem da qual também a "fugitiva" comia. Para nosso espanto um dia verificamos que havia "bosta" junto ao silo e este estava comido, com muitas pegadas de vaca ao pé.
Já com a companheira dela aí instalada há três dias vimo-la ao fim do dia ( cerca das 18 horas ) chegar, com o seu porte altivo, de uma enorme elegância, e uma esperteza invulgar. A propriedade tem a forma redonda e está cercada de pinheiros, eucaliptos, mimosas e outras árvores em toda a volta. Ao chegar a "fugitiva" corria até ao meio do campo e olhava em toda a
volta, certificando-se de que não havia ninguém que a incomodasse. Depois disso cheirava e lambia a sua colega por alguns minutos e começava a comer, quando tinha a barriga cheia ia-se embora, não sabemos onde dormia. Apenas sabíamos que de manhã, por volta das 6 a 7 horas voltava a ser vista nos campos junto à fábrica Simens.
Colocámo-lhe cercas, mas ela conseguiu saltá-las e já em "desespero de causa" quando apenas víamos o abate como solução para acabar com esta "novela real", o meu pai com a sua experiência de há muitos anos atrás apanhar os texugos que nos destruíam o milho, estudou os caminhos que ela trilhava e "armou um laço" com um cabo de aço pendurado numa mimosa por
onde ela entrava na referida propriedade, denominada "bouça d’areia" e apanhou-a pelos cornos nesse fim de tarde do dia 18 de Fevereiro de 2005.
Curioso foi apanhá-la na nossa propriedade a 6 kms de casa.
Constantino Silva
sexta-feira, março 18, 2005
Vaca Barrosã fugiu de Macieira da Maia há três semanas
Literatura popular do mais alto gabarito, publicada no Terras do Ave:
"Hoje tenho que escrever sobre algo de insólito que nos aconteceu.
Somos detentores de uma dúzia de animais de raça minhota (galega), para produção de carne.
Com a Reforma da PAC e a introdução do regime de pagamento único, é possível aumentarmos o encabeçamento devido à libertação de áreas da cultura do milho.
Acresce o facto de haver uns milhares de direitos de vacas aleitantes para distribuir, a quem se candidatar, dentro das regras estabelecidas, podendo o produtor apresentar um plano de crescimento para três anos.
Compramos a primeira vaca minhota em 1996 e desde essa altura que temos apresentado todos os anos pedidos de quota à Reserva Nacional, ou como agora, a pacotes especiais de direitos atribuídos por Bruxelas ao Estado Português, para todo o território nacional.
Em 1997 recebemos 0,2 direitos da reserva nacional; Em 2000 recebemos 5 direitos de um pacote especial.
Em 2004 recebemos 1,8 direitos de outro pacote especial, atribuídos porque tínhamos inscritas no livro genealógico da raça minhota 7 animais e apenas tínhamos quota de aleitantes para 5,2.
Actualmente temos 7 direitos de vacas aleitantes, mas como vão ser distribuídos mais, de um pacote de 45.000 direitos, para todo o País e há a hipótese de apresentar um plano compromisso de crescimento para três anos, candidatamo-nos a mais 8 direitos.
Foi esta vontade de crescer e mostrar que também as vacas aleitantes são uma alternativa para quem abandona o sector leiteiro ou não tem condições para entrar nele, que nos levaram a Ponte de Lima, para comprarmos mais 2 vacas minhotas.
O nosso informador no local, levou-nos à povoação de Escusa, na freguesia de Cabração, no cimo da Serra d’Arga, junto à Senhora do Minho.
Aí encontramos um rebanho de 11 animais, 8 adultas (das quais 2 eram barrosãs) 2 novilhas e um vitelo.
Conduzidos da Serra pelo agricultor/pastor de 73 anos muito curvado, pelo peso da canseira diária e dos quilómetros que tinha que percorrer com os seus animais para lhes matar a fome. Foi fácil o contacto e a conversa. Quando lhe perguntamos se queria vender 2 vacas, ele respondeu de imediato que as vendia todas, mas teríamos de falar com o seu filho que vivia em Gaia, para onde tinha também ido a sua mulher devido a problemas de saúde.
O nosso interlocutor vivia sozinho e a povoação tinha pouco mais de uma dúzia de pessoas. Falamos com o filho e fizemos o negócio. No dia 23 de Dezembro de 2004 trouxemos todos os animais para Macieira e o filho levou o pai para Gaia onde na "Graça de Deus", deve ter passado o Natal mais descansado.
À chegada dos animais desparasitámo-los e demos-lhe um "choque vitamínico".
O seu estado era muito débil e como não sabíamos se tinham problemas de saúde, pusemo-los em quarentena para lhes tirar sangue para analisar e ver o seu comportamento e adaptação alimentar e ao meio.
Até aqui tudo normal, se não fosse o facto de uma das duas barrosãs ter fugido no dia 23 de Janeiro de 2005, precisamente um mês depois da sua chegada à nossa exploração.
As minhotas adaptaram-se bem e começaram a melhorar a "olhos vistos", mas as barrosãs não.
Na tentativa de lhes melhorar os "aposentos" chamamos um transportador para as mudar para outras instalações, mas quando entram para o transporte uma resolveu atirar-se a baixo e fugir. Logo nesse primeiro dia correu as freguesias de Macieira e Fornelo até ao lugar do "bicho" onde deixamos de a ver. Na terçafeira estava junto à Agrária em Vairão e Fajozes onde tentamos fazer-lhe um cerco mas em vão pois fugiu-nos para Árvore.
Nessa noite de terça-feira vimo-la em Gião, Malta e Canidelo onde voltamos a perde-la cerca das 21horas.
Às 22,30 horas, estava novamente ao cruzeiro de Fajozes onde foi vista em direcção à Igreja.
No dia seguinte foi vista no lugar da Areia, em Árvore e depois estivemos quase uma semana sem saber por onde andava. Ouvíamos falar que foi vista em Pampelido, em Labruje e em Vila Chã.
Nós só a vimos novamente na quinta-feira, dia 3 de Fevereiro, na reserva de Mindelo, depois de alertados por agricultores desta freguesia.
Como ela se fixou aí, resolvemos falar com o Parque Zoológico da Maia que disponibilizou três pessoas entre elas uma Veterinária e um técnico com experiência para a tentar anestesiar, mas não conseguimos.
Hoje, 13 de Fevereiro ainda não conseguimos deitar-lhe a mão apesar das inúmeras armadilhas" que lhe preparamos.
Continuamos empenhados e a fazer todos os esforços possíveis para a apanhar viva.
Agradecemos a colaboração de todos os que têm ajudado e pedimos desculpas pelos estragos que a vaca tenha causado, nomeadamente a erva que rouba e pisa aqui e ali.
Voltaremos a dar notícias no próximo número.
"Hoje tenho que escrever sobre algo de insólito que nos aconteceu.
Somos detentores de uma dúzia de animais de raça minhota (galega), para produção de carne.
Com a Reforma da PAC e a introdução do regime de pagamento único, é possível aumentarmos o encabeçamento devido à libertação de áreas da cultura do milho.
Acresce o facto de haver uns milhares de direitos de vacas aleitantes para distribuir, a quem se candidatar, dentro das regras estabelecidas, podendo o produtor apresentar um plano de crescimento para três anos.
Compramos a primeira vaca minhota em 1996 e desde essa altura que temos apresentado todos os anos pedidos de quota à Reserva Nacional, ou como agora, a pacotes especiais de direitos atribuídos por Bruxelas ao Estado Português, para todo o território nacional.
Em 1997 recebemos 0,2 direitos da reserva nacional; Em 2000 recebemos 5 direitos de um pacote especial.
Em 2004 recebemos 1,8 direitos de outro pacote especial, atribuídos porque tínhamos inscritas no livro genealógico da raça minhota 7 animais e apenas tínhamos quota de aleitantes para 5,2.
Actualmente temos 7 direitos de vacas aleitantes, mas como vão ser distribuídos mais, de um pacote de 45.000 direitos, para todo o País e há a hipótese de apresentar um plano compromisso de crescimento para três anos, candidatamo-nos a mais 8 direitos.
Foi esta vontade de crescer e mostrar que também as vacas aleitantes são uma alternativa para quem abandona o sector leiteiro ou não tem condições para entrar nele, que nos levaram a Ponte de Lima, para comprarmos mais 2 vacas minhotas.
O nosso informador no local, levou-nos à povoação de Escusa, na freguesia de Cabração, no cimo da Serra d’Arga, junto à Senhora do Minho.
Aí encontramos um rebanho de 11 animais, 8 adultas (das quais 2 eram barrosãs) 2 novilhas e um vitelo.
Conduzidos da Serra pelo agricultor/pastor de 73 anos muito curvado, pelo peso da canseira diária e dos quilómetros que tinha que percorrer com os seus animais para lhes matar a fome. Foi fácil o contacto e a conversa. Quando lhe perguntamos se queria vender 2 vacas, ele respondeu de imediato que as vendia todas, mas teríamos de falar com o seu filho que vivia em Gaia, para onde tinha também ido a sua mulher devido a problemas de saúde.
O nosso interlocutor vivia sozinho e a povoação tinha pouco mais de uma dúzia de pessoas. Falamos com o filho e fizemos o negócio. No dia 23 de Dezembro de 2004 trouxemos todos os animais para Macieira e o filho levou o pai para Gaia onde na "Graça de Deus", deve ter passado o Natal mais descansado.
À chegada dos animais desparasitámo-los e demos-lhe um "choque vitamínico".
O seu estado era muito débil e como não sabíamos se tinham problemas de saúde, pusemo-los em quarentena para lhes tirar sangue para analisar e ver o seu comportamento e adaptação alimentar e ao meio.
Até aqui tudo normal, se não fosse o facto de uma das duas barrosãs ter fugido no dia 23 de Janeiro de 2005, precisamente um mês depois da sua chegada à nossa exploração.
As minhotas adaptaram-se bem e começaram a melhorar a "olhos vistos", mas as barrosãs não.
Na tentativa de lhes melhorar os "aposentos" chamamos um transportador para as mudar para outras instalações, mas quando entram para o transporte uma resolveu atirar-se a baixo e fugir. Logo nesse primeiro dia correu as freguesias de Macieira e Fornelo até ao lugar do "bicho" onde deixamos de a ver. Na terçafeira estava junto à Agrária em Vairão e Fajozes onde tentamos fazer-lhe um cerco mas em vão pois fugiu-nos para Árvore.
Nessa noite de terça-feira vimo-la em Gião, Malta e Canidelo onde voltamos a perde-la cerca das 21horas.
Às 22,30 horas, estava novamente ao cruzeiro de Fajozes onde foi vista em direcção à Igreja.
No dia seguinte foi vista no lugar da Areia, em Árvore e depois estivemos quase uma semana sem saber por onde andava. Ouvíamos falar que foi vista em Pampelido, em Labruje e em Vila Chã.
Nós só a vimos novamente na quinta-feira, dia 3 de Fevereiro, na reserva de Mindelo, depois de alertados por agricultores desta freguesia.
Como ela se fixou aí, resolvemos falar com o Parque Zoológico da Maia que disponibilizou três pessoas entre elas uma Veterinária e um técnico com experiência para a tentar anestesiar, mas não conseguimos.
Hoje, 13 de Fevereiro ainda não conseguimos deitar-lhe a mão apesar das inúmeras armadilhas" que lhe preparamos.
Continuamos empenhados e a fazer todos os esforços possíveis para a apanhar viva.
Agradecemos a colaboração de todos os que têm ajudado e pedimos desculpas pelos estragos que a vaca tenha causado, nomeadamente a erva que rouba e pisa aqui e ali.
Voltaremos a dar notícias no próximo número.
Subscrever:
Mensagens (Atom)